quarta-feira, 26 de setembro de 2007

POST esquecido com o título "LIMITES"

Tinha-me esquecido de deixar este POST por aqui.

Escrevi-o no Algarve onde tinha computador, mas não Internet para o colocar online... entretanto tropecei nele hoje.

Ainda vou a tempo de deixar a presença... Aqui fica,

Dos limites...

Vamos ter dificuldades em definir-te limites curtos quando, adolescente, pedires para definirmos a que horas podes chegar... a razão?!?

Bem, depois de termos ido no dia 12.08 contigo ao cinema ver os TRANSFORMERS, filme que aliás já visionaras com o avô materno, e como dizia/escrevia, depois de termos ido ver o dito filme contigo à última sessão de cinema, que começou às 00:20 e terminou pelas lindas 03:00 horas...

Já te imagino a dizer:

“Ó cota (bem na altura deve existir uma outra qualquer palavra para me definir) então quando eu tinha quatro anos saía até às três da matina e agora armas-te em cortes (séria probabilidade desta também não existir) e não me queres deixar chegar à meia-noite!?!?”

Noite diferente

Depois de te preparar para dormir e antes de ir jogar à bola, deitei-te na cama para te ler a história.

Pediste o teu cão.

Disse-te que não que ia apenas ler a história e que depois logo te o dava quando acabasse de ler para ires dormir.

Li a história e quando era para me ir embora... não havia cão.

A mãe olhou para mim, eu olhei para ela, e ela perguntou-me se eu tinha escondido o cão... sim porque eu já verifiquei que se não tiveres o cão não chuchas no dedo e então já disee que o cão qualquer dia desaparece. A mãe pensava que era ontem...

Não. Respondi.

O cão ficara no colégio esquecido por ti e pela mãe... ainda bem que não fui eu, pensei, porque senão não faltava a estória habitual de que sou um distraído.

Desataste a chorar por quereres o cão...

Lá te acalmei e desatei a contar-te estórias (inventadas) de meninos e meninas a quem tinha acontecido o mesmo, estórias que escutaste com atenção. Depois contei-te a estória da minha emancipação de crinaça, ou seja, como deixei a chucha e... porque te revelavas mais calmo e o relógio impunha, despedi-me e fui jogar à bola.

Quando cheguei estavas a dormir, a mãe esclareceu-me que fora dificil e que só há pouco adormeceras.

Durante a noite o acidente na cama era esperado... a mãe acordou (eu nem te ouvi face ao meu cansaço), trocou-te de pijama e deitou-te na nossa cama, colocaste o braço na minha almofada e deixaste-te de dormir.

De manhã demos-te os parabéns e perguntamos-te se tinha sido dificil...

"Não, é só deitarmo-nos assim, depois viramos um pouco assim e depois para o outro lado e deixamo-nos de dormir."

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Reencontro

Vieste mais cedo do que contava, pensava que vinhas depois de jantar vieste depois de almoço, consequência andei a correr para acabar as obras lá por casa.

Quando nos reencontrámos foi grande o abraço... é sempre extraordinário o que parece cresceres quando estás fora, desenvolto na lingua, cheio de energia.

Quando ia sair para Lisboa, para ir a Alvalade ver o Sporting, disseste que querias ir comigo e com o Padrinho J., o meu irmão, e lá fomos os três...

Pese o resultado do meu clube, a noite foi bem divertida, aliás não fosses tu e teria "sofrido" mais com o espetáculo do futebol. Assim estive sempre entretido a entreter-te, é que aos 17 ms de jogo já estavas a dizer

"Quero ir para casa..."


Mensagem

Enquanto a mãe te foi apanhar e passar o fim-de-semana contigo eu fiquei em casa a mudar o aspecto da sala.

Estava eu nas pinturas da parede enquanto ia pensando na vida, porque isto de se estar sozinho permite-nos pensar calmamente nas coisas, e eis que quando sou assaltado por saudades tuas...

Como sempre um sorriso percurreu-me e lembrei-me de dar outro uso ao pincel...

Agarrei no telemóvel que agora tem máquina fotográfica e também faz videos e decidi enviar-te um MMS, ou o mesmo será dizer uma mensagem com uma foto e texto.

A foto não foi esta foi outra, em que eu aparecia ao lado da mensagem, aqui deixo como recordação a foto sem o pai, no texto escrevi

"leiam as letras ao ... sff"


Tu respondeste com outro MMS, uma foto tua de braços abertos a mandar-me um abraço.

Sorri.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Saudades

Conversa telefónica ontem à noite:

"Mãe tenho tantas, tantas, tantas, tantas, tantas, tantas saudades tuas".

Uma risada dos avós maternos, que infelizmente não têm areia na camioneta para mais, e em vez de conforto sentiste-te melindrado, faltou-te o colo e o afecto, desataste num pranto a chorar e a pedir que te fossemos apanhar porque já não querias estar de férias.

De seguida ligamos para saber se estavas mais calmo, a resposta é de que sim porque o avô disse-te que agora estava triste porque te querias vir embora e tu tinhas serenado.

#*!"&% de chantagem emocional, não há capacidade para mais, que %#&!"*

Fazem o mesmo que os pais do avô materno faziam à tua mãe, detesto que isto aconteça e mais ainda porque nada posso fazer a esta distância... fico de humor alterado pela forma como os avós reagiram e tento pensar cinquenta vezes na máxima de que "todos somos os melhores pais (neste caso avós) que sabemos ser, todos damos o nosso melhor"...

Hoje, lá vai a mãe ter contigo de comboio e eu ficarei por aqui a zelar pelo finalizar das pinturas e alterações de decoração, limpeza caseira, etc... muito esperando o teu regresso.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Joaquim

Não não é um novo amigo..., pelo menos não é de carne e osso..., bom e também não se poderá considerar um amigo.


O Joaquim é uma máquina que também tem o nome de uma mulher, mas tu provavelmente pela fase de identificação com o masculino preferes a voz masculina.


O Joaquim é a máquina GPS do avô paterno.


Quando estiveste de férias com eles acompanhavas os percursos de automóvel de máquina GPS no colo verificando o caminho e informando os avós que o Joaquim iria falar ou mesmo antecipando a sonorização de coisas como as bombas de gasolina.


Eu e a mãe demos por ti a fazer-nos a indicação do caminho para o colégio ou para casa em jeito de Joaquim:


"Dentro de 300 mts vire à esquerda"


"Vire à esquerda"


Aqui fica uma foto vossa.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Elogio

Antes de ires de férias... creio que foi no dia em que fiz os peitos de frango recheados com banana, decidiste elogiar-me.

Nunca pensei que pudesse apreciar ser comparado a um rato, é que enquanto comias disseste:

"Pai cozinhas como o Ratatouille!!! Como o ratatouille não, o Remy, o rato!!!"

Obrigado ;)

100

Vinha aqui deixar outra lembrança da tua presença e... verifico que será a mensagem nº 100.

A centésima mensagem escrita das milhares de lembrança que não escrevi mas que me fizeram sorrir.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Natação

Este fim de semana que passou lá começaste a natação sozinho.

No fim de semana anterior tínhamos ido à piscina para te dar a conhecer as novas rotinas e onde ias ter as aulas com a professora.

Logo aí, nesse dia, expressaste o desejo de ir à natação. Respondi-te que não iamos preparados para tal, não tinhas calções de banho, touca, etc.

Este fim-de-semana começaste e que prazer que foi...

Senti-me deveras orgulhoso por te ver autónomo, nem pinga de tristeza por já não te acompanhar, antes um orgulho imenso por te ver a ir sozinho no meio dos teus pares para teres uma aula, de te ver sozinho e confiante, de te ver sozinho e a sorrir, de te ver sozinho, mas feliz.

Filmei uns poucos minutos da aula, depois fiquei sem bateria no telemóvel (nunca pensei ir utilizar tantas vezes a dita câmara), mas confesso que a dada altura senti que tinha um sorriso imenso de te ver, pensei,

"porra devia ter alguém a fotografar esta cara porque não a devo fazer nem quando termino de fazer amor com a S. (a mãe)".

E não podia ter, porque o tipo de felicidade é diferente, mas é imenso... o arrebatamento foi excepcional, fiquei muito feliz por ti, mas também por mim porque sei que grande parte daquilo que te permitiu enfrentar este novo desafio da forma que o fizeste foi o encorajar da tua autonomia.

Considero que uns pais brilhantes não são aqueles que evitam que os filhos caiam, nem aqueles que constantemente dizem "cuidado que vais cair"... isto ou faz com que a autonomia e confiança não vingue ou cria pessoas medrosas.

Considero que um pai brilhante dirá ao filho "atenção ao caminho", mas depois deixará a sua cria tomar o caminho que quer tendo como única função estar ali para receber o seu filho se a coisa correr mal, não para evitar que corra mal.

No fundo senti-me orgulhoso por ambos, dizer o contrário seria mentir, por mim por saber que a piscina é um trabalho sobretudo meu, por ti porque verifico que tens asas e começas a esfoaçar.

PARABÉNS!

Férias

Este ano estás a gozar "à brava" as férias com os avós.

Este Sábado arrancaste decidido com os avós maternos direito ao Algarve.

A mãe, essa, anda stressada com a vida profissional e com o facto de não te ter por perto. De facto, a mãe de cada vez que falamos dez minutos diz que sente falta de ti e depois pergunta-me,

"E tu não sentes falta dele? Não dizes nada..."

Pois é, não digo, mas isso não quer dizer que não sinta a tua ausência... apenas sinto-o de uma forma diferente em que não me lamento de não te ver, não desespero por saber o que fizeste, comeste, etc.

As saudades que sinto guardo-as dentro de mim como momentos reconfortantes, de cada vez que me lembro de ti sorriu em vez de ficar triste... é que tu vieste ao mundo de dentro de mim, mas a tua pessoa não é uma extensão de mim.

Em tempos li isto e fez-me muito sentido, sinto que esta deverá ser a perspectiva do que é a paternidade e do que são os filhos, partilho-o agora contigo:

"Os teus filhos não são os teus filhos.
São os filhos e filhas do desejo da Vida por si própria.
Vêm através de ti, mas não de ti,
E embora estejam contigo não te pertencem.

Podes dar-lhes o teu amor, mas não os teus pensamentos,
Porque eles têm os seus próprios pensamentos.
Podes alojar-lhes os corpos mas não as almas,
Porque as almas deles vivem na casa do amanhã, que tu não podes visitar nem sequer em sonhos.
Podes lutar por ser como eles, mas não tentes fazê-los ser como tu.
Porque a vida não anda para trás nem espera pelo passado

Tu és o arco a partir do qual são disparados os teus filhos como setas vivas.
O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e arqueia-te com a Sua força para que a Sua flecha possa ir longe e veloz.
Deixa que o teu arquear às mãos do arqueiro seja de satisfação;
Porque assim como Ele ama a seta que voa, ama também o arco que é firme."


De Alfred A. Knopf - The Prophet - 1951, retiado de "O CAMINHO MENOS PERCORRIDO" de M.Scott Peck

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Dia de Surf


Foi um filme que a mãe não quis ver e nós fomos... resultado ADORÁMOS!


A tal ponto que a mãe ficou cheia de remorsos por não ter querido ir ver.


Dizia ela "Ah, mais um filme com pinguins, deve ser do género do Happy Feet".


Passeio vespertino

Ontem saí mais cedo.


Fui apanhar-te ao colégio, local onde ainda não pusera os pés este ano por ser o padrinho J. quem te leva agora pela manhã.


Ontem decidi apanhar-te e ver a tua nova sala, agora é a amarela, vi o novo espaço de recreio e naturalmente soube-me bem apanhar-te. Tu ficaste todo contente de me mostrar a nova sala.


Tínhamos como programa ir andar de bicicleta com o A., mas este teve de ir para Lisboa trabalhar e não poderia vir... ficámos os dois e decidimos ambos ir.


Tirei a bicicleta do suporte e o pneu dianteiro não tinha ar, pensei que estivesse a precisar de ser cheio, mas não... estava furado.


Lá estive a mudar a câmara de ar do pneu e depois até me destes umas bombadas de ar para encher o pneu. Cansaste-te depressa e lá enchi o resto.


Lavei as mãos, apanhei a tua cadeira, que instalei no suporte, e lá fomos nós passear.


Passeámos junto ao rio e parámos junto à biblioteca onde existem as ondinhas que subimos e descemos vezes sem conta. Depois, depois foi regressar a casa dar por bem empregue o tempo e colocar-te em frente ao computador, que pediras para jogar, enquanto finalizava o jantar.


E que jantar, peito de frango recheados com banana. Muito bom, disseste tu.

Pequeno Almoço e Deitar

Tomas sempre uma refeição ao início do dia e outra antes de dormir.

Em tempos os iogurtes imperavam, danoninhos, yocos, yoco para misturar.

Depois passaste a comer Cerelac.

Depois intermiaste a coisa.

Um dia, lá para o Inverno do ano passado passaste a beber leite com chocolate.

Dois ou três meses depois voltaste para os iogurtes e para a Cerelac.

Agora de há uma semana a esta parte comes iogurtes com pedaços de ananás à noite e de manhã ao acordar danoninhos de amora, morango e morango e banana (por esta ordem sempre).

Quer o pequeno almoço quer a "ceia" são acompanhadas de "fofinhos", acho que é assim que chamam aqueles croissants pequenos que comes, barrados com queijo "QUERU" ou queijo "QUERU com presunto".

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Pugilista

Pois é...

Os genes masculinos e a testosterona "andem aí".

De há algum tempo a esta parte as brincadeiras contigo envolvem o cofronto físico, as brincadeiras são feitas de lutas, sejam entre bonecos (homem-aranha, power-rangers, transformers, tartarugas-ninja) sejam no colégio com os Colegas, sejam entre nós.

Já no natal passado te percaveste para a actividade de luta contra o pai, pediste umas luvas de boxe do homem-aranha.

De vez em quando lá te entusiasmas e pregas-me um soco ou um pontapé mais a sério, claro que sem o quereres, e logo dizes perante a minha queixa,

"Desculpa pai, foi sem o querer, a sério pai, foi sem querer!"

Mas, lá tenho de desempenhar o meu papel e relembrar-te que estamos apenas a brincar e não podemos dar socos e pontapés a sério, ao que respondes,

"Eu sei pai, eu sei!"

Este momento retive-o há algum tempo enquanto brincávamos, repara nas luvas e pijama do Homem-aranha.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Dotes de cantor - parte 2

Em tempos escrevi aqui http://diariotuapresenca.blogspot.com/2007/01/os-meus-dotes-de-cantor.html

Aquilo que ambos sabemos, que não sei cantar.

O fim de semana passado fomos casar a C., que trabalha com o pai, e a dada altura o pai e o meu colega J. fomos chamados para ir cantar...

É certo que não fomos sós, acompanharam-nos o noivo e o padrinho da noiva..., o objectivo era assassinar uma música que jamais ouvira, de um cantor que nenhuma música conheço, o TONY CARREIRA.

É lecas.

A música, acho que se intitula "Ai destino, ai destino" pelo menos esta foi a única parte em que cantei... :-)

E porque é que eu falo de mim aqui... porque tu quando ouviste o pai cantar ficaste com o ar mais chateado/decepcionado do mundo.

Eu de olhar para a tua cara ainda me divertia mais, não porque te goste de ver de má cara mas, porque adivinhava a resposta à pergunta,

"Porque é que estás com essa cara?"

"Porque o pai não sabe cantar!"

:)

Como dizia o meu colega J.

"Anda um pai a cuidar durante quatro anos da sua imagem perante um filho para depois a arruinar em cinco minutos".