quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Passear

Andar faz bem.

Andarmos com quem gostamos também.

Este fim de semana andámos com a mãe e a avó A.

Depois fomos à ribeira atirar umas pedras.

O resultado foi este:

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Amuar

Sempre me disseram que os quatro anos eram frutíferos em episódios de amuo.

Eles aí estão.

Quando a coisa não te corre de feição ou como imaginas... amuas.

Tal como acontecia com as birras lá te temos mostrado, com a mãe a perceber que o ser fléxivel por vezes não ajuda, que amuar não é igual a alcançar o que pretendes.

Esta sexta-feira, feriado, não querias acompanhar-nos a Arraiolos, local onde íamos às compras. Assim, já ias tocado de má vontade...

Chegados a mãe foi às compras enquanto tu tiveste a hipótese de ir ao parque infantil. Para mostrares o teu desacordo em nos teres acompanhado decidiste ficar de pé sem ir ao parque infantil.

Chegou a mãe das compras e lá continuavas amuado.

Informamos-te que tínhamos de ir a uma farmácia e que depois íamos tomar café.

Ficaste impávido sem quereres acompanhar-nos... quando te agarrámos na mão um de cada lado disseste que querias ir ao parque.

"Agora não" - respondemos em uníssono.

"Agora vais connosco e depois quando voltarmos poderás ir ao parque".

A resposta não satisfez, naturalmente e lá presististe no amúo.

Quando chegámos perto do café quiseste ficar num banco da praça, o mais distante da esplanada do café. Ficaste... amuado, de braços cruzados e cara a olhar o chão.

"Se quiseres vir ter connosco estaremos ali" - apontei para a esplanada.

Fomos para o café, eu e a mãe.

Entretanto bebericávamos o café enquanto tu te ias aproximando..., primeiro para o banco do meio, depois para o banco mais próximo onde ficaste a observar-nos.

Sempre que olhava para ti lá viravas a cara ou enterrava-la no meio dos braços.

Não resisti e tirei estas fotos.

Depois fui pagar os cafés e a mãe antes de eu ir disse-me:

"Queres ver que tu vais pagar o café e ele vem para aqui e depois diz que não se quer ir embora, que quer ficar no café?"

Dito e feito, quando regressei do café lá estavas sentado a manifestar o desagrado por querermos ir embora...

:)

De facto esta fase dos amuos é chata, mas também tem a sua piada, assim tenhamos capacidade para ver que parte da fita mais não é do que o experimentar da autonomia, do ser diferente dos pais, do querer vincar uma posição... no fundo como o Eduardo Sá diz, uma etiqueta de qualidade.

Caminhos

A vida por vezes brinda-nos com o seu serpentear.


Quinta-feira fui confrontado com a possibilidade de este nosso cantinho poder ganhar ainda mais sentido.

Apenas comentei com a mãe e a M., para além de quem me desafiou, a possibilidade de seguir um caminho que me afastará de ti, ainda que com prespectiva de reencontro futuro.

À imagem de outras pessoas terei de verificar se tenho possibilidade de seguir um outro rumo, um rumo que, a segui-lo, vai alterar bastante o nosso dia-a-dia.

Por ora apenas o registo de que passei a pensar em cada momento como seria viver afastado de ti, procurando dar-nos um futuro diferente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Explicação...

"É porque eu gosto de limpar o chão para não ter migalhas nas mão e nos pés!!!"

Resposta que deste à mãe quando esta afirmou, enquanto tu andavas a rastejar pelo chão do hall,

"Depois ainda peguntas porque é que as calças de fato de treino foram para lavar?!?"

Imagem introduzida em 09.10.2007

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Domingo

A mãe manifestou que estava cansada e que queria ficar por casa a dormir.

"Ok, depois do almoço eu e o Pilas saímos" - disse à mãe.

E assim foi, fomos ao parque próximo da nossa casa descobrindo um parque infantil vazio...

Fiquei incrédulo, pensava que ia estar uma confusão, mas como havia nuvens no ar, pelo ar da sua graça que o Outono decidiu mostrar..., não se via ninguém.

Devia estar tudo nos shoppings... enfim.

Telefonámos aos pais da C. e ela veio ter contigo... brincaram algum tempo no parque e depois fomos para a beira do rio atirar pedras para a água.

Depois tu decidiste elogiar-me.

Enquanto eu atirava as pedras grandes, ficando as que tu conseguias lançar para ti, tu disseste:

"Pai!! Pareces mesmo o HULK a atirar as pedras."

Agora só falta a cor verde...

Sábado

Era dia da mãe fazer exame e livrar-se do fardo que a acompanhava...pensámos nós, um descuido fê-la ficar na expectativa nos próximos dias até saber se o exame dela é aceite ou não.

De manhã rotinámos com a ida à piscina seguida da ida ao parque e depois almoçámos salmão com legumes e ovo cozidos.

Revelaste, pela manhã contentamento por a mãe ir fazer exame. Viste nesse facto o fim da indisponibilidade temporal da mãe e então disseste:

"Mãe agora vais passar a ter tempo?!?"

"Sim"

"Então é agora que tu e o pai vão poder namorar para ter um irmão não é?"

silêncio... e um sorriso, já agora, mas não foi tema ainda suficientemente bem debatido entre mim e a mãe apesar de tu e ela estarem desejosos. Aguardemos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Beleza

Ele há momentos de pura beleza... há pessoas que dizem que o bom é aproveitar as pequenas coisas da vida, pois estas que descrevo não sei se são grandes ou pequenas, mas foram belas e bastante prazenteiras.

Ontem fui eu apanhar-te ao colégio, foi a segunda vez este ano.

Como não tinha de fazer o jantar porque íamos jantar com os meus pais, muni-me do livro que te trouxe da biblioteca e que nos acompanhava nas leituras de dormir há dois dias.

Depois de te apanhar no colégio decidi rumar a um parque infantil. Lá pudeste balouçar, escorregar, pular, correr, encontrar um rapaz do teu colégio com quem meteste conversa... e depois disse-te para irmos.

Manifestaste que achavas que tinha sido pouco tempo e eu respondi-te que ainda não terminara, que ainda íamos fazer mais coisas, embora diferentes das habituais.

Levei-te de carro até próximo desta esplanada para aí irmos degustar um gelado.

Frequentemente dizem-nos que devemos fazer uma pausa, devemos aproveitar as coisas que temos próximos de nós, mas nem sempre o fazemos. Ontem estava decidido a fazê-lo...

Sentámo-nos a comer um gelado, pedimos três, um para cada e um outro para dividirmos.

Depois de comer o meu gelado comecei a ler-te o livro enquanto comias o teu gelado.

O cenário era óptimo, quase sem vento, um sol que nos aquecia a alma, um livro de que tu gostavas e a nossa companhia.

Depois de comermos o último gelado a dois, decidi perguntar-te se querias vir para o meu colo para ler-te mais um pouco do livro. Depois de ler outro capítulo parei.

Fui pagar a conta e fomos andar para junto do rio...

Bom eu fui andar, tu foste correr muito divertido pelo paredão junto ao rio.

Adoraste fazer este programa diferente, mais relaxante, mas também ele divertido, e eu também... o cenário era óptimo, foi divertido, relaxante e unificador das nossas pessoas.

Um dia destes repetimos.

Idas à Bola...

Depois de deixarem comentários na nossa ida à bola o fim-de-semana que passou pus-me a pensar... quantas vezes é que já fomos ver o Sporting juntos.

Hoje se te quisesse levar com dois anos, a idade da primeira ida à bola, não te deixavam entrar, agora só deixam entrar crianças com mais de três anos... não compreendo que o façam nos jogos ditos normais, sem envolver risco... a ida à bola pode ser uma forma de diversão familiar... ou não.

Bem pensei e apercebi-me que já fomos à bola quatro vezes (pelo menos são as de que me lembro), fomos ver:

  1. Sporting vs Académica de Coimbra
  2. Sporting vs Inter de Milão
  3. Sporting vs ???
  4. Sporting vs Vitória de Setúbal

Aconteceram sempre coisas engraçadas a saber:

  1. Neste jogo fomos em estilo passeio, fomos nós, os avós paternos, o padrinho J., a prima J. os pais dela e os avós maternos dela. O resultado foi de 0-1, ou seja, o Sporting perdeu e ditou o despedimento do Peseiro como treinador do Sporting. Divertiste-te porque tinhas a companhia da prima e porque ficámos próximo da claque do Académica e apreciaste a festa que eles fizeram.
  2. Neste jogo de apresentação da equipa para a época 2006/2007 chegámos ao estádio para ver a festa e dez minutos antes do jogo adormeceste. Acordaste a quinze minutos do fim do jogo com um mau humor incrível e não consegui ver o fogo de artifício.
  3. Foi no último jogo da época em Alvalade. Estiveste sempre acordado. Comeste um cachorro quente e à saída pão com chouriço, o segundo então foi uma surpresa não pelo chouriço, mas pelo facto de habitualmente só quereres miolo, mas a fome era tal que marchou tudo. O jogo foi bom, com muitos golos, 3 ou 4, com direito à onda, enfim o ambiente foi de festa e divertiste-te imenso.
  4. Este último originou o Post anterior.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

POST esquecido com o título "LIMITES"

Tinha-me esquecido de deixar este POST por aqui.

Escrevi-o no Algarve onde tinha computador, mas não Internet para o colocar online... entretanto tropecei nele hoje.

Ainda vou a tempo de deixar a presença... Aqui fica,

Dos limites...

Vamos ter dificuldades em definir-te limites curtos quando, adolescente, pedires para definirmos a que horas podes chegar... a razão?!?

Bem, depois de termos ido no dia 12.08 contigo ao cinema ver os TRANSFORMERS, filme que aliás já visionaras com o avô materno, e como dizia/escrevia, depois de termos ido ver o dito filme contigo à última sessão de cinema, que começou às 00:20 e terminou pelas lindas 03:00 horas...

Já te imagino a dizer:

“Ó cota (bem na altura deve existir uma outra qualquer palavra para me definir) então quando eu tinha quatro anos saía até às três da matina e agora armas-te em cortes (séria probabilidade desta também não existir) e não me queres deixar chegar à meia-noite!?!?”

Noite diferente

Depois de te preparar para dormir e antes de ir jogar à bola, deitei-te na cama para te ler a história.

Pediste o teu cão.

Disse-te que não que ia apenas ler a história e que depois logo te o dava quando acabasse de ler para ires dormir.

Li a história e quando era para me ir embora... não havia cão.

A mãe olhou para mim, eu olhei para ela, e ela perguntou-me se eu tinha escondido o cão... sim porque eu já verifiquei que se não tiveres o cão não chuchas no dedo e então já disee que o cão qualquer dia desaparece. A mãe pensava que era ontem...

Não. Respondi.

O cão ficara no colégio esquecido por ti e pela mãe... ainda bem que não fui eu, pensei, porque senão não faltava a estória habitual de que sou um distraído.

Desataste a chorar por quereres o cão...

Lá te acalmei e desatei a contar-te estórias (inventadas) de meninos e meninas a quem tinha acontecido o mesmo, estórias que escutaste com atenção. Depois contei-te a estória da minha emancipação de crinaça, ou seja, como deixei a chucha e... porque te revelavas mais calmo e o relógio impunha, despedi-me e fui jogar à bola.

Quando cheguei estavas a dormir, a mãe esclareceu-me que fora dificil e que só há pouco adormeceras.

Durante a noite o acidente na cama era esperado... a mãe acordou (eu nem te ouvi face ao meu cansaço), trocou-te de pijama e deitou-te na nossa cama, colocaste o braço na minha almofada e deixaste-te de dormir.

De manhã demos-te os parabéns e perguntamos-te se tinha sido dificil...

"Não, é só deitarmo-nos assim, depois viramos um pouco assim e depois para o outro lado e deixamo-nos de dormir."

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Reencontro

Vieste mais cedo do que contava, pensava que vinhas depois de jantar vieste depois de almoço, consequência andei a correr para acabar as obras lá por casa.

Quando nos reencontrámos foi grande o abraço... é sempre extraordinário o que parece cresceres quando estás fora, desenvolto na lingua, cheio de energia.

Quando ia sair para Lisboa, para ir a Alvalade ver o Sporting, disseste que querias ir comigo e com o Padrinho J., o meu irmão, e lá fomos os três...

Pese o resultado do meu clube, a noite foi bem divertida, aliás não fosses tu e teria "sofrido" mais com o espetáculo do futebol. Assim estive sempre entretido a entreter-te, é que aos 17 ms de jogo já estavas a dizer

"Quero ir para casa..."


Mensagem

Enquanto a mãe te foi apanhar e passar o fim-de-semana contigo eu fiquei em casa a mudar o aspecto da sala.

Estava eu nas pinturas da parede enquanto ia pensando na vida, porque isto de se estar sozinho permite-nos pensar calmamente nas coisas, e eis que quando sou assaltado por saudades tuas...

Como sempre um sorriso percurreu-me e lembrei-me de dar outro uso ao pincel...

Agarrei no telemóvel que agora tem máquina fotográfica e também faz videos e decidi enviar-te um MMS, ou o mesmo será dizer uma mensagem com uma foto e texto.

A foto não foi esta foi outra, em que eu aparecia ao lado da mensagem, aqui deixo como recordação a foto sem o pai, no texto escrevi

"leiam as letras ao ... sff"


Tu respondeste com outro MMS, uma foto tua de braços abertos a mandar-me um abraço.

Sorri.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Saudades

Conversa telefónica ontem à noite:

"Mãe tenho tantas, tantas, tantas, tantas, tantas, tantas saudades tuas".

Uma risada dos avós maternos, que infelizmente não têm areia na camioneta para mais, e em vez de conforto sentiste-te melindrado, faltou-te o colo e o afecto, desataste num pranto a chorar e a pedir que te fossemos apanhar porque já não querias estar de férias.

De seguida ligamos para saber se estavas mais calmo, a resposta é de que sim porque o avô disse-te que agora estava triste porque te querias vir embora e tu tinhas serenado.

#*!"&% de chantagem emocional, não há capacidade para mais, que %#&!"*

Fazem o mesmo que os pais do avô materno faziam à tua mãe, detesto que isto aconteça e mais ainda porque nada posso fazer a esta distância... fico de humor alterado pela forma como os avós reagiram e tento pensar cinquenta vezes na máxima de que "todos somos os melhores pais (neste caso avós) que sabemos ser, todos damos o nosso melhor"...

Hoje, lá vai a mãe ter contigo de comboio e eu ficarei por aqui a zelar pelo finalizar das pinturas e alterações de decoração, limpeza caseira, etc... muito esperando o teu regresso.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Joaquim

Não não é um novo amigo..., pelo menos não é de carne e osso..., bom e também não se poderá considerar um amigo.


O Joaquim é uma máquina que também tem o nome de uma mulher, mas tu provavelmente pela fase de identificação com o masculino preferes a voz masculina.


O Joaquim é a máquina GPS do avô paterno.


Quando estiveste de férias com eles acompanhavas os percursos de automóvel de máquina GPS no colo verificando o caminho e informando os avós que o Joaquim iria falar ou mesmo antecipando a sonorização de coisas como as bombas de gasolina.


Eu e a mãe demos por ti a fazer-nos a indicação do caminho para o colégio ou para casa em jeito de Joaquim:


"Dentro de 300 mts vire à esquerda"


"Vire à esquerda"


Aqui fica uma foto vossa.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Elogio

Antes de ires de férias... creio que foi no dia em que fiz os peitos de frango recheados com banana, decidiste elogiar-me.

Nunca pensei que pudesse apreciar ser comparado a um rato, é que enquanto comias disseste:

"Pai cozinhas como o Ratatouille!!! Como o ratatouille não, o Remy, o rato!!!"

Obrigado ;)