quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Distância

Hoje vim trabalhar para longe de ti.

São poucos os quilómetros, mas devo estar afastado de ti de hoje e, pelo menos, até amanhã.

As coisas estão a complicar por aqui e não sei se ão terei de ficar até sexta.

Antes de me vir embora deixaste-me com um forte abraço e um beijo. Saíste sem mais delongas para o colégio e eu fiquei dividido entre dois sentimentos:

Um positivo no sentido de que estás crescido e sabes que o ir embora não signifique que não volte ou que não goste de ti. O abraço forte que recebi.

Um negativo que é a dúvida de imaginar se não deveria ter havido uma fita porque ias ficar sem pai, assim como algumas vezes fazes fita quando ficas sem mãe.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Palavras mágicas

Desde cedo ensinamos-te as palavras mágicas para que os pedidos se possam concretizar:

"Se faz favor!"

Sucede que durante muito tempo o termo utilizado era:

"Se fá favor!"

O "Z" não saía.

Há cerca de um mês atrás o "Z" passou a fazer parte das palavras mágicas e é bem vincado quando as proferes.

Fica engraçado de ouvir o teu "Se faz favor!".

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Várias do Casamento...

Este sábado fomos casar uma colega da mãe.

1. Conversa no carro:

"Já viram um dia fomos ao casamento de uma colega do pai, hoje vamos ao casamento duma colega da mãe!"

passado algum tempo

"Quando é que vocês se casam?"

2. Depois de estares a brincar no átrio da igreja com o F., em que havia um miúdo que tentava brincar convosco:

"Então filho porque é que não emprestas os teus bonecos ao rapaz?"

"Eu não gosto de brinca com ele!"

"Como é que sabes se não experimentaste?" - diz a mãe.

"Ó D., então tu tens quatro bonecos, vocês eram três... dava perfeitamente para brincarem todos" - disse eu a tentar demovê-lo.

Mas tu lembraste-te de uma saída que nem eu a vi chegar...,

"Sabes nós temos duas mãos... logo cada mão tem um boneco. Dois mais dois quatro, não sobra nenhum boneco"

E era tão claro e eu não via. :)

3. Se há coisa em que penso imenso e a tua mãe também, é como é que existem tantos pais que não se lembram que para as crianças, nem falo para os adultos, um casamento é uma seca. Logo um brinquedo por outro na mochila era algo que permitia alguma diversão. Ou será que por eles não gostarem também acham que os outros têm de gramar com a pastilha.

4. Quando estava a colocar-te o cinto no carro para irmos para os comes e bebes,

"Pai se eu tivesse um irmão era como o F. brincava comigo, via-me a jogar ao homem-aranha."

"Não filho, se tivesses agora um irmão ele de início não fazia nada disso porque ainda era bébé!"

Ficaste a olhar pensativo, como quem diz, provavelmente, visto desse prisma, até que nem é boa ideia...

Sexta à noite...

Cheguei a casa da avó A. que te tinha ido apanhar e deparo-me contigo a dormir...

"Então?" - perguntei...

"Ah! Sabes lá... quando vinha para aqui disse-me assim: «Avó sabes fui ao colegio na hora de dormir, em vez de nos porem a dormir levaram-nos para o teatro, por isso agora estou cheio de sono». E como deves imaginar deixei-o dormir".

Acordei-te.

Acordaste com um sorriso.

Depois estiveste a contar a peça do teatro que envolve uns meninos que comem muitos doces e depois não lavam os dentes e por isso ficam com os dentes pretos, outros comiam vegetais e "comidas boas" (sic) e por isso tinham saúde. Havia dois maus, uma era a doença e outra não te lembravas.

Contaste que foste de camioneta "em que se punha o cinto como na nave do Batman" - mais uma referência à nossa ida à WB Madrid.

Gostaste e divertiste-te e isso é o mais importante.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

1, 2, 3 uma colher de cada vez

É uma canção infantil, mas também é o nome de uma peça de teatro que está no Tivoli.

Hoje não se dorme a sesta no colégio para ir ver o teatro.

Estavas entusiasmado com a ideia de o ir ver... lá saiste de casa com o Padrinho J. todo animado e a dizer que "hoje vou ao teatro!"

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Partiste a cabeça...

Dia 26 de Outubro.

Lá tiveste outra aterragem forçada.

Fomos os dois ter com a M. que estava em Portugal.

Fomos à Costa da Caparica e no paredão da Costa decidiste-te a andar nos molhos de pedra, qual animal de montanha ias saltando de pedra em pedra com mestria.

E eu em stress a querer agarrar-te a mão e tu a fugires da prisão que te impunha.

Enquanto tu te divertias a pular, e eu também gosto, eu ia pensando "Se cais tenho a noite estragada! Se cais ainda vais de boca contra as rochas! etc". O meu rabinho ía apertadinho...

Decidi acabar com o meu suplício e dizer-te que quando chegasses a uma das escadarias iamos para o passeio/estrada do paredão.

Chegaste lá e logo me disseste que querias mais. Disse-te que sim, quando voltássemos mas, só um pouco porque tinha receio que caísses e te magoasses, e terias de me dar a mão. Aceitaste.

Começámos a andar e pouco depois de pensar "já me safei, só espero que não se espalhe agora.", caíste!!

Recordo com um tremor na espinha o som da queda... percebi que as consequências não eram os habituais joelhos e mãos esfolados.

O som que ainda hoje me arrepia só de imaginar fizeram-me temer o que constatei naquele instante... cabeça partida.

Jorravas imenso sangue pela face e a única coisa que me apetecia dizer eram asneiras.

Agarrei-te a face e pus-te ao meu colo abraçando-te e sentindo uma dor que não era minha.

A M. passado um pouco deu-me um lenço de papel que me permitiu limpar a ferida e ver a gravidade da situação.

Felizmente apercebi-me que apesar do galo enorme a ferida aberta era "pequena" e possivelmente nem terias de levar pontos.

Fiz o caminho para o carro contigo ao colo, o mais rápido ossível com uma paragem num restaurante para recolher gelo e guardanapos...

Pelo caminho foste diminuindo a intensidade do choro e quando entraste no carro já estavas calmo. A M. acompanhou-te enquanto guiei para o Hospital Garcia da Horta.

Lá chegados mais descansado fiquei, o sangue já estancara a ferida parecia ser apta a não nesessitar de pontos.

Assim foi, não foste suturado e finda a aventura lá fomos para casa mostrar à mãe (que estava no curso) a proeza da noite...

Hoje já estás bem , a ferida sarou muito bem e a única coisa que continua a afectar é a lembrança do som da tua cabeça a bater no chão... iaic. Até me arrepia a espinha!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Post-férias

Regressados à terra lá voltámos à rotina.

Tu tens estado sempre acompanhado do Batman.

Hoje já foste sem o dito apêndice para o colégio.

Aliás quando te perguntam onde foste o fim de semana passado respondes:

"Sabes... eu conheci o Batman..."

Um resumo bastante elucidativo do que foi esta viagem. :)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Férias

Fomos a Madrid.

Fomos ter com um amigo do pai e fomos aproveitar para ver mais uma capital europeia.
Chegámos antes de almoço tendo saído de madrugada, eram cinco da manhã quando saímos tu acordaste, viste o P. que foi connosco e já não dormiste na viagem.

Ficámos nos arredores de Madrid, em MAJADAHONDA.

À tarde e noite fomos conhecer Madrid.
No dia seguinte fomos aqui,

Warner Bros - Madrid. Chegámos às 11 e saímos às 11. Adoraste.

Afeiçoaste-te a um novo herói. O BATMAN.
Viste heróis já conhecidos.
Chegaste ao carro e dormiste vencido pelo cansaço e pela felicidade.

No dia seguinte acordaste com o boneco comprado pela mãe que ainda hoje te acompanha.
No Sábado fomos fazer o programa dos adultos: Museus.

O Prado por ter entrada gratuita estava com umas filas impressionantes,

mas o objectivo era mesmo ir ver Paula Rego (pai) e o quadro de Picasso "Guérnica" (mãe), ambos no Museu Rainha D. Sofia.

Depois, já quase de noite, fomos ao Prado onde fomos resgatados da fila porque tu ias no teu carrinho de empurrar. Pena porque não pudémos ouvir o "concerto" nem tu pudeste fazer uma luta de homem-areia vs batman com direito a uma excelente banda-sonora.

Domingo fomos ver onde o M. trabalha na Agência Espacial Europeia (ESA).
Depois de almoço rumámos a Portugal e passámos por Vendas Novas para comer uma soupa (que saudades que tínhamos) e uma bifana.

Ante-férias

Antes de ires de férias, ou seja, fim de semana prolongado, a avó A. dedicou-se à geografia, cadeira que assumiu a regência por auto proclamação e esteve a indicar-te, num mapa, onde ias no fim de semana passado.

O destino era Madrid.

A avó explicou que era uma capital de um país, Espanha.

Depois contaste-me a estória e conversa com a avó.

Decidi assumir a regência da pós-graduação e falei de países e capitais que já visitaste.

Dei por mim a achar que a lista já é deveras impressionante, aqui fica país e capital por ordem de visita:

Luxemburgo - Luxemburgo;

Bruxelas - Bélgica;

Londres - Inglaterra;

Paris - França;

Amesterdão - Holanda;

Madrid - Espanha;

Claro está que Lisboa - Portugal é o local que mais visitas. ;)

De qualquer modo já me vejo a pensar o mesmo que os avós:

"No meu tempo com a tua idade..."

UFA...

Qu'isto anda complicado.

Primeiro o trabalho e depois fomos de fim de semana prolongado e agora, de novo, o trabalho.

Não tenho tido tempo para contar os episódios que se vão sucedendo. :(

Estou na minha hora de almoço e vou esturrá-la de volta do post seguinte sobre as nossas mini-férias em terras da majestade espanhola. Depois logo como qualquer coisa.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Da lógica...

Os teus raciocínios lógicos são deliciosos.

Acrescentas a estes uma capacidade de falar, muito e bem.

Não raras vezes surpreendes-me imenso com a tua linguagem e com as tuas frases.

Nestas alturas felicito-nos, a mim e à mãe, por termos inclusive algumas querelas familiares porque sempre falámos normalmente contigo, sem recorrer ao bébês que tanta gente decide usar... são as crianças que têm de nos imitar, para aprender, e não o contrário.

Mas, lembrei-me agora de um raciocínio que fizeste a semana passada.

Agora jogamos FIFA e quando estiveste doente o avô esteve lá em casa e tentou jogar FIFA contigo, e as coisas corriam sempre bem, leia-se ganhavam. A dada altura pus-vos a jogar Manchester United contra o Benfica, tu eras do Manchester por causa do Ronaldo e do Rooney.

O resultado foi de 0-1, perdeste o que motivou que confessasses a posteriori que não querias mais jogar contra o Benfica porque eram muito fortes e perdias.

Aí disse-te que o avô é que era o responsável pela derrota porque ele não queria ganhar ao Benfica para tu pensares que o Benfica era melhor que o Manchester United, e que assim não é.

Para te provar que aquilo que dizia era verdade lá repetimos o jogo e, resultado, ganhámos 5-1.

"Vês filho era ou não o que o pai te tinha dito. O Avô quer que tu aches que o Benfica é melhor para seres do Benfica."

Passado uns instantes viraste-se para mim e disseste:

"Sabes pai, o avô ainda não percebeu que se eu sou de todos os clubes, eu também sou do Benfica, ele não me precisa de convencer porque eu já sou do Benfica, do Benfica e dos outros. De todos pai, não é???"

:)

É assim mesmo, a lógica está perfeita, sê de todos ou daquele que entenderes, embora preferisse que escolhesses o meu Sporting, serás do que entenderes, cá estarei para te acompanhar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

As semanas e o adormecer

As semanas passam a voar.

Bem me diziam filho que chegados aos 30 as semanas voavam.

Não quis acreditar.

Mas voam...

Tu também não quererás acreditar em muito do que te digo, mas eu acredito no que me vais dizendo.

Hoje vou sair mais cedo, deixei o fato de macaco em casa, vim para o escritório desportivo, e vou sair mais cedo do que á habital para te apanhar no colégio.

Esta semana trouxe uma nova realidade e uma nova fase de adaptação.

Habitualmente deitas-te para dormir com a mãe. Em casa contam-se com os dedos da mão as vezes que adormeceste comigo, duas vezes apenas mesmo com a mãe em casa, provavelmente não mais do que duas sabendo que a mãe chegaria, mas mais tarde.

Agora a mãe anda a ter formação e isso implica que chegue tarde às quartas, quintas e sextas-feiras.

Tens que te deitar comigo.

Quarta foi de choro. Querias a mãe, lá te acalmaste depois de ouvir a reclamação chorada e depois de te ter explicado que a mãe chegaria mais tarde e iria ter contigo. Lá esticaste a corda e quando sossegaste, antes mesmo de dormires, chegou a mãe.

Quinta de manhã uma fita enorme porque estavas cheio de sono... tanto que te pus dentro da banheira para verdadeiramente acordares. Foi um banho chorado...

De noite tudo corria bem, jantámos com os meus pais, fomos para casa, jogámos um jogo de FIFA, brincámos com os "homens-aranha", de seguida ao "Quem é Quem" (ou coisa que o valha) e depois cama.

Quando ias para a cama ainda esboçaste um choramingo que rapidamente afastámos. Lida a estória lá pensei que fosses dormir, mas não recusavas-te a por o dedo na boca para dormir ivocando querer esperar a mãe. Lá tive de falar primeiro, rugir depois, zangar-me e por último voltar a falar...

"Vês o avô ou a avó virem deitar o pai?!? Não pois não, pois deves perceber que crescer também significa dormir sozinho." - Lá te viraste para o lado e tentaste adormecer. Apesar de te deitares mais cedo a coisa foi durando e estavas apenas há 2/3 minutos a tentar adormecer quando chegou a mãe.

Entretanto hoje lá poderás esperar acordado pela mãe, mas para a semana espero que as coisas venham a correr melhor.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Os nomes do momento...

Rooney e Cristiano Ronaldo.

Agora jogas no computador ao FIFA e queres invariavelmente jogar com, inicialmente a denominada equipa do Cristiano Ronaldo, hoje sá sabes ser o Manchester United.

Os rapazes são os nomes do momento porque o primeiro é o que "marca" a maioria dos golos quando jogas, o segundo porque a publicidade em volta do rapaz evita que não saibamos o dito nome...

O avô materno bem se tem esforçado por te acompanhar nas jogatanas de computador e, pese a falta de jeito, lá se vai ambientando à coisa... giro é ouvir-te a stressar com o avô:

"Avô passa."

"Passa!!!"

"Oh avô tens de passar a bola para eu marcar..."

O prometido é devido...

Quando estiveste no hospital como estávamos sem jantar e de estômago vazio disse que te ofereceria um SONIC dos happy-meal do Macdonald's.

Neste momento manténs, felizmente, a aversão à alimentação fast-food, não comes batatas fritas, não gostas de hamburgueres, ou seja, o Macdonald's tem como única coisa que aprecias as ofertas do Happy-meal.

Disse que iríamos passar no Macdonald's que fica na Auto-estrada a caminho de casa para oferecer-te um SOCIC por te teres portado muito bem durante os exames que te fizeram, mesmo a colheita de sangue.

Mas quando chegámos lá o dito Mcdrive fechara, já passava das 24h.

O SONIC ficou prometido e ontem quando fui jogar futebol comprei um happy-meal para hoje te ofertar o SONIC.

Gostaste, ficaste contente e as calorias essas gasteias na bola.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Hospital

Este domingo foste pela terceira vez visitar o hospital.

Sábado começaste com febre, nada de muito relevante, apenas o suficiente para não te permitir ter o melhor humor. De noite estivémos com a maioria da família fora de casa e os primos sempre ajudaram a minorar o que já se avizinhava... febre e mau estar.

Sábado queixaste-te algumas vezes de dor de cabeça, mas nunca liguei muito.

Domingo passámo-lo em casa.

Estávamos prestes a terminar uma partida de futebol no FIFA quando começo a notar que mexias com dificuldade a zona do pescoço, aliás, já te queixaras várias vezes do pescoço...

Saíste da cadeira e saída não foi natural, antes mostraste uma rigidez na postura, quando ias a andar chamei-te e em vez de virares o pescoço, viraste o tronco... acrescia que não tinhas febre nessa altura e o último Parsel já fora colocado há seis horas.

Como sinais semelhantes nunca haviam aparecido em ti, disse à mãe para se vestir que tínhamos que te levar ao SAP ou ao hospital.

A mãe lembrou-se da linha telefónica "saúde 24" e lá liguei. Falei com a Srª enfermeira que me atendeu e expus a situação ao que nos aconselhou irmos ao hospital.

Chegámos cerca das 19:30 horas estava pouca gente e fomos de imediato atendidos. Os diagnósticos e testes corriam com naturalidade apenas resultando firma a dita rigidez.

Quando a médica saiu e voltou com uma colega a mãe confessou depois que temeu que a coisa pudesse ser grave, eu numa prespectiva mais optimista julguei que a médica quis uma segunda opinião sobre a sua avaliação para mais a médica que nos atendeu era novinha e a outra era visivelmente mais experiente.

Do diagnóstico resultou que deveriam ser uns gânglios infectados e que estariam a pressionar os nervos do pescoço o que motivaria a rigidez e as dores, para despistar outras possiilidades e confirmar o diagnóstico terias de fazer uma ecografia e análises ao sangue.

Para fazerem as análises colocaram-te uma pomada na parte superior da mão e no interior do braço tapando ambas com uma película transparente... a dita pomada serviria para "anestesiar" a zona da picada e assim minorar as dores.

Fizémos a ecografia sem problemas e depois "fomos" tirar-te sangue.

A coisa não correu muito bem porque quando te picaram a mão não conseguiam dar com a veia, quando deram o sangue não corria e até chegar a esta fase chafordavam a tua mão para conseguir encontrar a dita...

Depois passaram ao braço.

Outra vez um cenário semelhante, agulha para dentro, agulha para fora, agulha para a direita, agulha para a esquerda... e tu chorando.

Nestas alturas daríamos tudo por trocar contigo e evitar-te as dores, mas nada mais podemos fazer do que tentar estar ali... vendo o teu sofrimento e a situação dei por mim a dar uns valentes suspiros ao que uma enfermeira me perguntou se eu me sentia bem e se me queria sentar.

"Sim, estou bem apenas me custa vê-lo nesta situação, apenas isso, o sangue a mim não me afecta".

Depois lá deram com a dita veia e conseguiram retirar-te o sangue necessário à análise.

A mãe depois abraçou-te passou-te a mim e eu agarrei-te ao colo dando-te os parabéns porque apesar do choro não movimentaras o braço e estiveras sempre calmo.

Quando ia para sair oiço a enfermeira dizer:

"Não te preocupes Daniel, a mãe bateu com o joelho..."

Quando me virei lá estava a mãe sentada e com ar de quem estava a desfalecer. Agarrei em ti e saí... choravas que querias a mãe e eu lá te ia dizendo que a mãe já saía, e saiu,uns minutos depois saiu a sorrir e a dizer:

"Perdi os sentidos".

Lá nos contou a estória e acrescentou que os Srs enfermeiros lhe disseram que pensavam que eu sim iria ter problemas face ao ar angustiado que tinha e aos suspiros que emitia.

Os resultados confirmaram o diagnóstico e foste logo medicado...

Chegámos a casa às 00:20.

Hoje estás melhor, já recuperaste a mobilidade, estás animado, já brincas e a febre vai desaparecendo.