segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Domingo


Depois de muitas lutas de star wars lá fomos, ao final do dia, ver o filme do momento.

Acompanharam-nos a C. e os seus pais.

Pena que eu não estivesse com espírito para a coisa.

Mas foi giro ver-te divertido e não evitei um largo sorriso quando tu desataste a bater palmas na parte do filme em que as abelhas conseguem fazer aterrar o avião.

:)

Chama-se espontaniedade, coisa que o envelhecer e a sociedade nos vão retirando aos poucos, espero que a saibas guardar para quem te a merecer.

Estava mais frio do que dentro de um frigorífico

Pois é... esta sexta-feira quando chegámos ao Alentejo estavam -2º C, ora o frigorífico está habitualmente nos 5º C.

Quando te disse isso fizeste uma cara surpresa, como se esperasses, no momento seguinte, que te dissesse, "estava a brincar"..., mas não estava, de facto estava mais frio na rua do que dentro do frigorífico.

Fomos sozinhos ao Alentejo.

Fomos no carro do leão, que o parinho J. emprestou, porque só tem dois lugares e assim pudémos ir os dois lado a lado. Como estavas contente, tanto que nem tiveste sono no caminho. Fomos o caminho todo a conversar sobre diversos temas.

Depois de chegarmos ajudaste-me a fazer a cama onde íamos dormir, deitámo-nos, li-te a história e, depois de apaguar a luz, dormimos.

Na escuridão restava o teu braço por cima de mim para te "escudares" da falta de luz.

Acordámos de bom humor e depois de almoço lá voltámos para casa para estar com a mãe.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Novidades


Agora o herói de estimação é o:


Luck Skywalker


Porque viste os 6 filmes... (eu ainda não os vi!)


A brincadeira do momento é:


Guerra das estrelas.


O avô materno tem sido o R2 e tu tens sido o Luke.


Fruto da "doença" levaste o filme para emprestar ao teu amigo D. que já te pediu o Star Wars V porque só tem o IV e o VI.


Consequência:


A lista para o Pai Natal também sofreu ligeira alteração, passou a ser "homem-aranha", "transformes", "wrestling" e claro, a recém introdução de, "Star Wars".

Como vês tudo coisas muito macho! ;)

Chefe de um gangue?

Ontem fui apanhar-te em casa pelas 19:30 horas e enquanto saíamos:

"O dia correu bem hoje pai!" afirmaste logo após saírmos da casa dos avós, antecipando assim a pergunta habitual de como correu o teu dia.

Depois contaste-me que:

"Sabes pai houve um miúdo do colégio que me deu um soco. Depois fui chamar o D.C. para chamarmos outros miúdos. Só que depois faltava pouco tempo para acabar o tempo de estar na rua e por isso já não lhe pudémos bater..."

"Mas não lhe bateste quando ele te bateu?"

"Não porque ele era maior do que eu e por isso eu fui chamar o D.C. e os outros para depois bater-lhe".

"Ah!" - balbuciei eu no meio do meu pensamento...

"Pai! Tive vontade de o partir todinho, de partir-lhe os ossos todos para ele ficar fraquinho e depois poder bater-lhe à vontade."

"Ah!" - foi o que me saiu...

Fui incapaz de escolher qual o sentimento mais forte, se o de preocupação por teres vontade de partir um miúdo que te bateu porque é mais forte do que tu, se de orgulho porque soubeste organizar uma defesa da tua pessoa com recurso a outros elementos, qual gangue, e assim fazeres com que o outro não fosse o último a rir.

Verifico que a coisa está bem encaminhada para seres um chefe de gangue.

Hoje pergunto-me se fizeste a folha ao outro ou se, como espero, nada aconteceu porque no fundo o que me disseste foi o expressar de uma fantasia que eu próprio vivo de quando em vez, muitas delas quando conduzo, a vontade de partir alguém aos pedacinhos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Dormir

Infelizmente continuas a dormir com a mãe, não devia de ser assim, mas o esforço da mãe nesta parte para te dar autonomia é inexistente.

Com o curso que a mãe anda a tirar pensámos, ela mais do que eu, que te ias habituar a dormir sozinho.

Mas estas coisas não basta pensar, por vezes, senão sempre, também é preciso agir.

As noites de quarta e quinta-feira adormeces sem a mãe chegar, às sextas a mãe decidiu que podias ficar acordado até ela chegar.

Na primeira noite, quarta-feira, dizes sempre quando já estás deitado:

"A mãe está a chegar? Acho que não consigo dormir!"

Eu respondo-te:

"Não te esqueças que hoje dormes comigo por isso se a mãe chegar ela dá-te um beijo e tu dormes na mesma comigo."

Lá te convences e deixas-te de dormir.

Noto que precisas de companhia. Habitualmente tento sair, fico ali um pouco e quando vejo que o fechar de olhos não é simulado, ainda que não a dormir, deixo-te.

Outras vezes dormito sentado ao teu lado, sim evito deitar-me, aconteceu apenas uma vez.
Uma vez disseste-me "saíste e eu ainda não estava a dormir..."

"Eu sei, mas depois deixaste-te de dormir sozinho e isso é que é importante, que tu percebas que para dormir não precisas de ninguém."

Assim não fosse o único a querer que o sentisses.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ser o melhor do mundo

Não sei se vencemos alguma olimpíada ou algo similar, mas o facto é que agora estamos a ir sucessivamente para o pedestal...porquê?

Porque neste momento dizes várias vezes o seguinte:

"És o melhor pai do mundo"

"És a melhor mãe do mundo"

"És o melhor avô do mundo"

Muitas vezes a frase vem acompanhada de um forte abraço, o que é óptimo.

Eu e a mãe respondemos:

"E tu és o melhor filho do mundo".

Por vezes este comentário é inocente e sentido de per si, outras é engraçado que vem associado ao jogo emocional de ser dito depois de ser feito algo na tua direcção, algo que tu gostes.

Seja como for és de facto um filho de que muito me orgulho, ainda hoje uma pessoa com quem almocei, e apenas te conheceu por breves momentos, expressou um enorme fascínio por ti.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Para que não me chateis

Disseste tu por outras palavras um dia destes quando regressávamos a casa:

"Pai, para que depois não me perguntes «O QUE É QUE QUERES COMER?» eu digo-te que quero papa com um croissant com manteiga, fiambre e banana."

Simples hein!?!

É que habitualmente quando de manhã ou de noite te pergunto o que queres comer respondes-me:

"Qualquer coisa boa..." ou então "Qualquer coisa que eu goste..."

E eu digo-te que há muitas coisas boas ou muitas coisas de que gostas.

E habitualmente só com a mudança de tom na voz tu te decides a escolher... ou então por vezes escolho eu e apresento-te o resultado.

Isto da democracia tem os seus inconvenientes.

Por onde temos andado?

Eu tenho andado ausente destas paragens, bom..., bem vistas as coisas já tive meses em que "postei" menos presenças, mas o facto é que face às coisas que vamos vivendo e as presenças da tua pessoa que me vão assolando gostaria de escrever mais vezes.

Habitualmente é o trabalho que me impede de o fazer, porque também é no trabalho que escrevo estas linhas e nem sempre tenho tempo para dispensar para escrever.

Este fim de semana fomos Sábado à ponta mais ocidental da Europa (continente), fomos ao Cabo da Roca e passámos pelo Guincho. Depois fomos experimentar o Eye Toy da PS 2 da C. a ver se a coisa te despertava curiosidade. Mas não!

Domingo fomos ao pavilhão do conhecimento onde está a exposição "Qnojo" ou "Knojo", não me recordo qual. Deliraste brincar não só na exposição bem como no restante pavilhão, na casa inacabada onde me ri imenso contigo a ordenar à Prima J. que fizesse subir a grua, acto que fazia com dificuldade e tu ias gritando - "Mais alto, mais alto, mais alto..."

Pois é, estivémos lá com a prima J. e o G., mais dois primos deles. O cansaço foi tal que depois de termos jantado uma francesinha (a tua primeira, o pai adora ir ao Porto comer uma de vez em quando...) fomos para casa e dexiaste-te de dormir às 20:30, acordando apenas pela manhã.

No fim-de-semana anterior andámos a passear por Sintra, a mãe adorou, e depois disso fomos ao cinema ver, com a C. e os pais o filme "E não viveram felizes para sempre". A mãe não gostou, eu gostei e tu também.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Priceless

Ele há coisas que não têm preço.

Há coisas que só vividas, mesmo que contadas nenhuma palavra poderá conter ou descrever o sentimento.

Foi assim quando me viste na sexta-feira passada, depois de estar três dias fora de casa.

Esperava a tua chegada em casa da avó A., que te tinha ido apanhar ao colégio depois da minha chegada ter sido adiada, uma vez mais, e assim estar impossibilitado de te apanhar.

"Pai!" - disseste tu com um sorriso enorme e enquanto começaste a correr para mim.

Abraçaste-me com tal intensidade que o sentimento que me proporcionaste tê-lo-ia expandido dias sem fim.

Um mimo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Distância

Hoje vim trabalhar para longe de ti.

São poucos os quilómetros, mas devo estar afastado de ti de hoje e, pelo menos, até amanhã.

As coisas estão a complicar por aqui e não sei se ão terei de ficar até sexta.

Antes de me vir embora deixaste-me com um forte abraço e um beijo. Saíste sem mais delongas para o colégio e eu fiquei dividido entre dois sentimentos:

Um positivo no sentido de que estás crescido e sabes que o ir embora não signifique que não volte ou que não goste de ti. O abraço forte que recebi.

Um negativo que é a dúvida de imaginar se não deveria ter havido uma fita porque ias ficar sem pai, assim como algumas vezes fazes fita quando ficas sem mãe.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Palavras mágicas

Desde cedo ensinamos-te as palavras mágicas para que os pedidos se possam concretizar:

"Se faz favor!"

Sucede que durante muito tempo o termo utilizado era:

"Se fá favor!"

O "Z" não saía.

Há cerca de um mês atrás o "Z" passou a fazer parte das palavras mágicas e é bem vincado quando as proferes.

Fica engraçado de ouvir o teu "Se faz favor!".

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Várias do Casamento...

Este sábado fomos casar uma colega da mãe.

1. Conversa no carro:

"Já viram um dia fomos ao casamento de uma colega do pai, hoje vamos ao casamento duma colega da mãe!"

passado algum tempo

"Quando é que vocês se casam?"

2. Depois de estares a brincar no átrio da igreja com o F., em que havia um miúdo que tentava brincar convosco:

"Então filho porque é que não emprestas os teus bonecos ao rapaz?"

"Eu não gosto de brinca com ele!"

"Como é que sabes se não experimentaste?" - diz a mãe.

"Ó D., então tu tens quatro bonecos, vocês eram três... dava perfeitamente para brincarem todos" - disse eu a tentar demovê-lo.

Mas tu lembraste-te de uma saída que nem eu a vi chegar...,

"Sabes nós temos duas mãos... logo cada mão tem um boneco. Dois mais dois quatro, não sobra nenhum boneco"

E era tão claro e eu não via. :)

3. Se há coisa em que penso imenso e a tua mãe também, é como é que existem tantos pais que não se lembram que para as crianças, nem falo para os adultos, um casamento é uma seca. Logo um brinquedo por outro na mochila era algo que permitia alguma diversão. Ou será que por eles não gostarem também acham que os outros têm de gramar com a pastilha.

4. Quando estava a colocar-te o cinto no carro para irmos para os comes e bebes,

"Pai se eu tivesse um irmão era como o F. brincava comigo, via-me a jogar ao homem-aranha."

"Não filho, se tivesses agora um irmão ele de início não fazia nada disso porque ainda era bébé!"

Ficaste a olhar pensativo, como quem diz, provavelmente, visto desse prisma, até que nem é boa ideia...

Sexta à noite...

Cheguei a casa da avó A. que te tinha ido apanhar e deparo-me contigo a dormir...

"Então?" - perguntei...

"Ah! Sabes lá... quando vinha para aqui disse-me assim: «Avó sabes fui ao colegio na hora de dormir, em vez de nos porem a dormir levaram-nos para o teatro, por isso agora estou cheio de sono». E como deves imaginar deixei-o dormir".

Acordei-te.

Acordaste com um sorriso.

Depois estiveste a contar a peça do teatro que envolve uns meninos que comem muitos doces e depois não lavam os dentes e por isso ficam com os dentes pretos, outros comiam vegetais e "comidas boas" (sic) e por isso tinham saúde. Havia dois maus, uma era a doença e outra não te lembravas.

Contaste que foste de camioneta "em que se punha o cinto como na nave do Batman" - mais uma referência à nossa ida à WB Madrid.

Gostaste e divertiste-te e isso é o mais importante.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

1, 2, 3 uma colher de cada vez

É uma canção infantil, mas também é o nome de uma peça de teatro que está no Tivoli.

Hoje não se dorme a sesta no colégio para ir ver o teatro.

Estavas entusiasmado com a ideia de o ir ver... lá saiste de casa com o Padrinho J. todo animado e a dizer que "hoje vou ao teatro!"

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Partiste a cabeça...

Dia 26 de Outubro.

Lá tiveste outra aterragem forçada.

Fomos os dois ter com a M. que estava em Portugal.

Fomos à Costa da Caparica e no paredão da Costa decidiste-te a andar nos molhos de pedra, qual animal de montanha ias saltando de pedra em pedra com mestria.

E eu em stress a querer agarrar-te a mão e tu a fugires da prisão que te impunha.

Enquanto tu te divertias a pular, e eu também gosto, eu ia pensando "Se cais tenho a noite estragada! Se cais ainda vais de boca contra as rochas! etc". O meu rabinho ía apertadinho...

Decidi acabar com o meu suplício e dizer-te que quando chegasses a uma das escadarias iamos para o passeio/estrada do paredão.

Chegaste lá e logo me disseste que querias mais. Disse-te que sim, quando voltássemos mas, só um pouco porque tinha receio que caísses e te magoasses, e terias de me dar a mão. Aceitaste.

Começámos a andar e pouco depois de pensar "já me safei, só espero que não se espalhe agora.", caíste!!

Recordo com um tremor na espinha o som da queda... percebi que as consequências não eram os habituais joelhos e mãos esfolados.

O som que ainda hoje me arrepia só de imaginar fizeram-me temer o que constatei naquele instante... cabeça partida.

Jorravas imenso sangue pela face e a única coisa que me apetecia dizer eram asneiras.

Agarrei-te a face e pus-te ao meu colo abraçando-te e sentindo uma dor que não era minha.

A M. passado um pouco deu-me um lenço de papel que me permitiu limpar a ferida e ver a gravidade da situação.

Felizmente apercebi-me que apesar do galo enorme a ferida aberta era "pequena" e possivelmente nem terias de levar pontos.

Fiz o caminho para o carro contigo ao colo, o mais rápido ossível com uma paragem num restaurante para recolher gelo e guardanapos...

Pelo caminho foste diminuindo a intensidade do choro e quando entraste no carro já estavas calmo. A M. acompanhou-te enquanto guiei para o Hospital Garcia da Horta.

Lá chegados mais descansado fiquei, o sangue já estancara a ferida parecia ser apta a não nesessitar de pontos.

Assim foi, não foste suturado e finda a aventura lá fomos para casa mostrar à mãe (que estava no curso) a proeza da noite...

Hoje já estás bem , a ferida sarou muito bem e a única coisa que continua a afectar é a lembrança do som da tua cabeça a bater no chão... iaic. Até me arrepia a espinha!