segunda-feira, 16 de junho de 2008

Oferta


Sábado ofereci-te um cachecol da selecção, quando fui às compras havia um CIF que trazia um spray maravilhoso de oferta e um cachecol, o preço era o mesmo dos outros, nem hesitei, venha.

Ofereci-te o cachecol para assistires ontem ao jogo, estavas deveras contente de ter um cachecol de Portugal.

E eu por te o ter oferecido, ainda por cima sem custos adicionais.

Foi uma compra que foi um verdadeiro 3 em 1.

Só espero que o próximo jogo nos dê mais alegrias do que este.

Contagem

10 Pólos
9 T-shirts
3 T-Shirts tuas
2 calças (umas eram de ganga, que não costumo passar, mas estavam tão amarfanhadas...)
1 calças de Pijama (eu sempre disse que nunca passaria peças para dormir, mas a minha veia de fada-do-lar impôs-me a passagem a ferro da dita)
1 toalha de mesa

Esta foi a minha noite hiper animada de ontem a ver a selecção perder e depois a ouvir os entendidos da bola a fazerem o rescaldo.

Ontem dediquei-me a ser Dona-de-casa, desde que te deixei na casa dos avós (12h) até às 17h e depois das 20h30 até 23h30 tratei de arranjar a casa e as coisas da casa.

Ando agradado com a minha capacidade de gerir as coisas.

Afinal há uma explicação

Para que as t-shirts e pólos de marca sejam mais caros.

Só quem passa a ferro uns e outros percebe, as peças de roupa caras passam-se bem, as costuras e os comprimentos são iguais, portanto não é preciso ser-se mestre para passar a ferro as ditas.

Já aquelas t-shirts jeitosas de 3€... chiça, que trabalho.

O chato, chato é verificar que há marcas como a Quebra-mar que têm uns pólos caros mas mto maus de passar a ferro, no fundo deve ter sido uma adivinhação promonitória da avó R. que sabendo que deixaria de namorar com a tua mãe me ofereceu aquele pólo em cor bem gira, mas que para passar a ferro, safa.

Depois também foi bom de ver que há marcas que evoluem positivamente, a Springfield começou com uns pólos ranhosos, beras de passar a ferro, e agora são excelentes a todos os níveis.

E partilho isto contigo para que saibas que até a passar a erro penso em ti!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Em frente à TV

Chegados quase a tempo, mal me tinha despido do meu fato de trabalho para estar a festejar contigo o primeiro golo da selecção, grande festa fizémos os dois.

Colocada a roupa adequada lá me sentei contigo e dei por ti a fazer uma imitação soberba do avô materno que trata de mimar toda a genta com um "anjinho", "palhaço", "palerma", e por aí fora, qualquer jogada motivava de ti um "não jogam nada", "parece um palerma", "assim vamos perder", "assim eles ainda marcam um golo".

Nada contra o teu avô mas a dada altura pensei "BASTA!" e comecei a questionar-te o comportamento, a dizer-te que não era por dizeres coisas daquelas que eles jogavam melhor, nem seria por dizeres coisas daquelas que eles deixariam de marcar golo, no fundo questionei o comportamento negativo e pouco reforçador do esforço alheio.

Mal ou bem, o modelo que eu e a mãe te fomos dando é diferente aquele que habita em solo da casa dos avós maternos, em que a crítica é fácil o elogio não se ouve. Em nossa casa filho as coisas são para ser elogiadas quando o merecem, criticadas quando for caso disso, mas tendencialmente matenhamos uma prespectiva positiva da coisa.

Felizmente entendeste a mensagem e passaste a ter uma postura mais "positiva" sobre o jogo e sobre o que os jogadores faziam.

Com o empate lá tive de fazer o papel que considero dever sxistir sempre, vamos ter calma, os outros também sabem jogarà bola, por vezes até melhor do que nós, mas vamos acreditar que vamos ser melhores e sobretudo vamos ganhar.

E assim foi, ainda comemorámos mais dois golos e a vitória portuguesa sobre a Checoslováquia foi simpática, 3-1.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A caminho da televisão

Ontem pediste-me para te apanhar cedo porque havia jogo do Euro2008. Disse-te que nem precisavas de pedir, eu iria mesmo apanhar-te cedo.

16:30 lá estava para te apanhar, entretanto perguntaste-me se não podias brincar um pouco lá fora, ao que respondi que sim se não quisesses ver o jogo, porque não sabia sequer se conseguíamos chegar a casa a horas de ver o jogo. Face ao esclarecimento disseste que te querias ir embora.

No caminho havia intensidade de tráfego na ânsia de todos chegarem junto de um televisor, pelo que, foste fazendo sugestões quanto ao caminho a tomar,

"Pai, aqui vai em frente porque é mais rápido"

fez com que stressasses com alguma lentidão no arranque dos carros nos semáforos,

"Vocês também querem ver o jogo não é?!?"

fez com que a dada altura dissesses aliviado,

"Aqui não tem sinais, ainda bem..."

Ouvimos o hino no carro e quando nos sentámos em frente à televisão o jogo tinha começado há 3 minutos.

Reencontro

Consegui ser o primeiro a sair do meu vôo, o desejo de te ver fizeram-me ter o primeiro vôo em que o tempo não passava.

Depois cheguei e não te vi logo, rumei à esquerda como sempre fazemos e... um grito que conheci:

"PAI...!"

E lá vinhas tu a correr para mim de sorriso rasgado, e como tinha saudades desse teu sorriso.

Agarrei-te para te erguer e abraçámo-nos longamente.

Adorei o nosso reencontro!

sábado, 7 de junho de 2008

Em Viena e sem acentos

Estando em Viena observo muitas das coisas pensando como seria estar por aqui contigo, alias ja quando estive em Dublin olhava muita a cidade imaginando passear nela contigo.

Nao e que de quando em vez nao consiga estar sem me lembrar de ti, longe disso, mas e recorrente ver um jardim, um parque, uma diversao e imaginar-me a aproveitar o momento contigo.

Ontem liguei-te para falar contigo.

A mae mandou-me um SMS a informar que estavas com muitas saudades minhas que inclusive choraras, aqui nao sei se vinha na mensagem ou se me disse a avo. Pelos vistos dormiste com a minha carta na cabeceira da cama, mas quando me atendeste o telefone... despachaste-me de novo com uma rapidez...

Quiseste dizer-me que o jogo do homem-aranha que compraste e giro e que neste estas num sitio do qual nao consegues passar... depois "tchau-tchau, beijinho".

Em mim fica um peso enorme quando o telefonema corre assim, mas deve ser mesmo assim que tem de correr. Vou tentar imaginar que depois de desligares reagiste efusivo com o meu contacto.

Estavas com os meus pais e tinhas ido as festas do Pinhal Novo para estar com a prima J., espero que te tenhas divertido.

Tenho saudades tuas, muitas.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Carta da Viagem do Pai

MEU FILHO,

ESPERO QUE ESTA SURPRESA TE ENCONTRE BEM, SERÁ SINAL QUE JÁ NÃO ESTÁS DOENTE.

QUIS ESCREVER-TE PARA TE DIZER ONDE VOU ESTAR NOS PRÓXIMOS DIAS A CONHECER UM PAÍS DIFERENTE, MAIS UM.

VOU CONHECER A ÁUSTRIA, UM PAIS QUE FICA NA EUROPA, DEIXO-TE AQUI UM MAPA E TUDO PARA QUE VEJAS ONDE FICA, PEDE AJUDA A QUEM TE ESTÁ A LER A CARTA PARA TE INDICAR ONDE É,


A ÁUSTRIA É UM PAÍS COM MUITAS MONTANHAS, MUITO VERDE E QUE TEM PALÁCIOS E CASTELOS ENORMES. COMO A ÁUSTRIA É GRANDE VOU SÓ TER TEMPO PARA VER UMA CIDADE, A MAIS CONHECIDA DE TODAS, VIENA, QUE FICA AQUI,

ACHO QUE O AVÔ Z. E A AVÓ R. JÁ LÁ ESTIVERAM, PERGUNTA-LHES SE EU ESTOU CORRECTO OU NÃO.

A ÁUSTRIA FAZ FRONTEIRA COM QUANTOS PAÍSES? SABES O QUE É UMA FRONTEIRA? PEDE AJUDA PARA TERES RESPOSTA E PODERES DAR-ME A TUA RESPOSTA.

NA AUSTRIA FALAM ALEMÃO, UMA DAS LINGUAS EM QUE O PAI NÃO SE SABE EXPRESSAR, MAS O INGLÊS DEVE PERMITIR-ME DESENRASCAR, ISTO PORQUE HOJE QUASE TODOS OS PAÍSES TÊM PESSOAS QUE SABEM FALAR O INGLÊS.

AGORA DEIXO-TE IMAGEM DA BANDEIRA DA ÁUSTRIA, QUE QUASE PARECE UMA BANDEIRA DO BENFICA, NÃO É?


E POR HOJE É TUDO, ESPERO QUE ESTEJAS BEM E LEMBRA-TE SEMPRE QUE O PAI TE AMA MUITO MESMO QUANDO NÃO TE VÊ OU TU NÃO ME VÊS.

CHEIO DE SAUDADES, UM FORTE ABRAÇO. COM AMOR,

terça-feira, 3 de junho de 2008

Feed-back maternal

A mãe descreveu-me como foi a tua reacção ao meu telefonema de ontem e que aqui deixei a recordação, sem querer a mãe apaziguou-me a alma.

Depois do que foi mais um telefonema em que me senti despachado, parece que a reacção afinal é diferente, de todas as vezes que te sentir pouco entusiasmado a falar comigo vou fantasiar que o depois foi assim:

2.ª feira, 2 de Junho de 2008, 20 horas

"Campeão, o telefone é para ti" - foi o padrinho T. que me atendeu.

"Para mim?"

"Sim."

......

"MÃE, ERA O PAI (ar altamente entusiasmado, quase aos gritos)"

No parque

Este sábado, antes da sessão de leitura debaixo das oliveiras.

Os livros que te acompanham agora por cedência do padrinho J.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Como um Virus

Sabes D é assim como me sinto muitas vezes junto daqueles que têm relações normais.

No fundo muitas pensam-se ou pensam as relações que têm porque me veêm separado da tua mãe... é chato sentir-me assim, mas sinto.

Nem por isso deixo de ligar e estar com os que nos eram habituais, assim, tratei de ligar aos pais da M. que hoje faz anos para lhes dar os parabéns.

Acabei por falar com a mãe da M., com a M. e por último com o pai da M.

Era um casal de que eu e a mãe nos aproximá-mos, hoje porque nos separámos o contacto será mais dificil, ainda assim ficaram as promessas mútuas de nos desafiarmos um dia para nos encontrarmos.

Espero que sim.

Por isso trato de tentar manter contactos com as pessoas que nos eram habituais, face ao pouco tempo que temos trato ainda assim de convidar pessoas para estarem connosco, para a semana já tenho dois encontros "alinhavados" um jantar com a prima J., que fez a festa de anos este fim de semana, e um almoço com os primos P., G. e M., os tais que vivem a mesma realidade que tu vives.

Telefonema d'agora

A pressa com que me despachas quando tens vontade de ir jogar computador...

Mas ainda assim alegraste-me com a quantidade de beijos que me enviaste via telefone, bem como, pela demonstração de agrado por amanhã ires dormir comigo.

Magia no estacionamento

Quando este sábado chegávamos ao parque da avó A. deparo-me com um lugar de estacionamento entre vários carros e quando inicio a manobra de estacionamento dizes-me:

"Este guardei por magia!"

"Ai é?" - questiono eu.

"Sim, Eu guardo sempre um lugar mas não te digo para ver se tu descobres"

:)

A explicação

Deslocávamo-nos de carro quando decidiste explicar o porquê do teu gosto pelas BD:

"Tem porrada, tem acção e os fatos deles têm estilo. Eles mexem-se bem. O fato do Demolidor é o mais espetacular!"

Da Pernoita

Esta sexta-feira estava cheio de trabalho, um prazo que tinha de cumprir, um jantar com os meus pa, teus avós, que tendo estado ausentes no Alentejo regressaram e quiseram jantar connosco.

Pedi ao padrinho J. para tratar de te informar que se eu te fosse apanhar apenas o poderia fazer mais tarde e se ele pudesse e tu quisesses que tu fosses com ele.

Diz-me o padrinho que a tua dúvida foi se eu ficava "triste" por quereres ir com ele, lá está a questão da lealdade a vir ao de cima, mas diz o padrinho que logo que percebeste que eu não ficaria aborrecido, aliás até o tinha sugerido por causa do meu trabalho, alinhaste logo em ir com ele.

Quando te encontrei o padrinho disse-me que estiveste sempre bem e a avó A. dizia que se sentia que tu tinhas muitas saudades do meu irmão.

Fomos para jantar aos ossinhos, mas estavam fechados em obras, acabámos por ir a Almada ao italiano que tanto apreciamos por aquelas paragens.

Fomos os dois no carro dos avós no banco de trás, para além de diferente foi bom ter-te ali ao lado e irmos falando. Pensei na fase em que tinha um carro com dois lugares e andava contigo ao lado... engraçado que já pensei trocar de carro para comprar um carro de dois lugares e poder andar contigo ao meu lado.

Entretanto fomos para casa e tratámos de ainda ir ao escritório do pai, porque o trabalho estava feito mas, ainda tinha de enviar e-mails e faxes.

Tratei de enviar as comunicações e fomos para casa, onde rotinámos o dormir, sem comeres nada porque jantaste imenso. Depois li estória de BD do Demolidor e depois deixaste-te de dormir. Saí da cama e dormiste sozinho toda a noite.

7H30 - "Pai, pai... estou acordado?"

Lá fui ter contigo e com pouco dormir verifico que estás esperto que nem uma alface.

Ainda tentei ver se ficavas a dormir, mas estavas com a pica toda, tratei de te levantar, fazer pequeno-almoço e depois estivémos a ver uns trailers do Indiana Jones. Depois foste jogar computador e eu passei para o outro lado, ou seja, dormitei ao ponto do tempo da piscina ter ido ao ar.

Acordado, tratei de ir tomar banho contigo, foi um momento giro, brincámos na banheira, sorrimos a dois, depois pediste-me para usar o creme que comprámos no reino do Algarve quando visitámos o nosso Amigo P. e depois disseste-me que querias uma massagem de um dedo. Asim foi.

Tratámos da missão reciclagem e almoçámos, soupa de agrião e frango com alho francês e cogumelos, acompanhado de arroz. Verifico que andas a comer muito, ao almoço não é excepção e a dada altura dizes-me,

"Pai dói-me a barriga, acho que comi demais, posso sair da mesa?" - e perante a anuência tratas de te ir deitar.

Depois vamos para jardim com parque infantil, o da avó A. pedes, o que fazemos para te divertires um pouco e depois trato de, à sombra de uma oliveira, ler-te mais um pouco da estória do Demolidor.

Entrego-te mais cedo como a mãe pediu para ir fazer não sei o quê, entrego a cadeira que andava comigo no meu carro e que fora comprada pela mãe, fico com a minha cadeira para o futuro, terei de comprar outra para ficar com os avós e/ou o padrinho J.

Deixo-te com um abraço forte e um "amo-te muito!" faço-te um sorriso e viro-me para descer as escadas, apesar do sol na rua cada degrau leva-me para um sentimento de clausura, como se fosse para um calabouço.

São sempre tristes estes momentos em que me separo de ti, em que te deixo, em que se materializa a minha separação física de ti.

Ainda assim o sentimento de que as coisas correm muito bem em relação ao que imaginei, mesmo em relação ao que é normal acontecer entre casais, fazem com que me encha numa esperança de que um dia os sentimentos de perda desapareçam e dêm lugar a outros mais harmónicos.