quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Beleza

Ele há momentos de pura beleza... há pessoas que dizem que o bom é aproveitar as pequenas coisas da vida, pois estas que descrevo não sei se são grandes ou pequenas, mas foram belas e bastante prazenteiras.

Ontem fui eu apanhar-te ao colégio, foi a segunda vez este ano.

Como não tinha de fazer o jantar porque íamos jantar com os meus pais, muni-me do livro que te trouxe da biblioteca e que nos acompanhava nas leituras de dormir há dois dias.

Depois de te apanhar no colégio decidi rumar a um parque infantil. Lá pudeste balouçar, escorregar, pular, correr, encontrar um rapaz do teu colégio com quem meteste conversa... e depois disse-te para irmos.

Manifestaste que achavas que tinha sido pouco tempo e eu respondi-te que ainda não terminara, que ainda íamos fazer mais coisas, embora diferentes das habituais.

Levei-te de carro até próximo desta esplanada para aí irmos degustar um gelado.

Frequentemente dizem-nos que devemos fazer uma pausa, devemos aproveitar as coisas que temos próximos de nós, mas nem sempre o fazemos. Ontem estava decidido a fazê-lo...

Sentámo-nos a comer um gelado, pedimos três, um para cada e um outro para dividirmos.

Depois de comer o meu gelado comecei a ler-te o livro enquanto comias o teu gelado.

O cenário era óptimo, quase sem vento, um sol que nos aquecia a alma, um livro de que tu gostavas e a nossa companhia.

Depois de comermos o último gelado a dois, decidi perguntar-te se querias vir para o meu colo para ler-te mais um pouco do livro. Depois de ler outro capítulo parei.

Fui pagar a conta e fomos andar para junto do rio...

Bom eu fui andar, tu foste correr muito divertido pelo paredão junto ao rio.

Adoraste fazer este programa diferente, mais relaxante, mas também ele divertido, e eu também... o cenário era óptimo, foi divertido, relaxante e unificador das nossas pessoas.

Um dia destes repetimos.

Idas à Bola...

Depois de deixarem comentários na nossa ida à bola o fim-de-semana que passou pus-me a pensar... quantas vezes é que já fomos ver o Sporting juntos.

Hoje se te quisesse levar com dois anos, a idade da primeira ida à bola, não te deixavam entrar, agora só deixam entrar crianças com mais de três anos... não compreendo que o façam nos jogos ditos normais, sem envolver risco... a ida à bola pode ser uma forma de diversão familiar... ou não.

Bem pensei e apercebi-me que já fomos à bola quatro vezes (pelo menos são as de que me lembro), fomos ver:

  1. Sporting vs Académica de Coimbra
  2. Sporting vs Inter de Milão
  3. Sporting vs ???
  4. Sporting vs Vitória de Setúbal

Aconteceram sempre coisas engraçadas a saber:

  1. Neste jogo fomos em estilo passeio, fomos nós, os avós paternos, o padrinho J., a prima J. os pais dela e os avós maternos dela. O resultado foi de 0-1, ou seja, o Sporting perdeu e ditou o despedimento do Peseiro como treinador do Sporting. Divertiste-te porque tinhas a companhia da prima e porque ficámos próximo da claque do Académica e apreciaste a festa que eles fizeram.
  2. Neste jogo de apresentação da equipa para a época 2006/2007 chegámos ao estádio para ver a festa e dez minutos antes do jogo adormeceste. Acordaste a quinze minutos do fim do jogo com um mau humor incrível e não consegui ver o fogo de artifício.
  3. Foi no último jogo da época em Alvalade. Estiveste sempre acordado. Comeste um cachorro quente e à saída pão com chouriço, o segundo então foi uma surpresa não pelo chouriço, mas pelo facto de habitualmente só quereres miolo, mas a fome era tal que marchou tudo. O jogo foi bom, com muitos golos, 3 ou 4, com direito à onda, enfim o ambiente foi de festa e divertiste-te imenso.
  4. Este último originou o Post anterior.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

POST esquecido com o título "LIMITES"

Tinha-me esquecido de deixar este POST por aqui.

Escrevi-o no Algarve onde tinha computador, mas não Internet para o colocar online... entretanto tropecei nele hoje.

Ainda vou a tempo de deixar a presença... Aqui fica,

Dos limites...

Vamos ter dificuldades em definir-te limites curtos quando, adolescente, pedires para definirmos a que horas podes chegar... a razão?!?

Bem, depois de termos ido no dia 12.08 contigo ao cinema ver os TRANSFORMERS, filme que aliás já visionaras com o avô materno, e como dizia/escrevia, depois de termos ido ver o dito filme contigo à última sessão de cinema, que começou às 00:20 e terminou pelas lindas 03:00 horas...

Já te imagino a dizer:

“Ó cota (bem na altura deve existir uma outra qualquer palavra para me definir) então quando eu tinha quatro anos saía até às três da matina e agora armas-te em cortes (séria probabilidade desta também não existir) e não me queres deixar chegar à meia-noite!?!?”

Noite diferente

Depois de te preparar para dormir e antes de ir jogar à bola, deitei-te na cama para te ler a história.

Pediste o teu cão.

Disse-te que não que ia apenas ler a história e que depois logo te o dava quando acabasse de ler para ires dormir.

Li a história e quando era para me ir embora... não havia cão.

A mãe olhou para mim, eu olhei para ela, e ela perguntou-me se eu tinha escondido o cão... sim porque eu já verifiquei que se não tiveres o cão não chuchas no dedo e então já disee que o cão qualquer dia desaparece. A mãe pensava que era ontem...

Não. Respondi.

O cão ficara no colégio esquecido por ti e pela mãe... ainda bem que não fui eu, pensei, porque senão não faltava a estória habitual de que sou um distraído.

Desataste a chorar por quereres o cão...

Lá te acalmei e desatei a contar-te estórias (inventadas) de meninos e meninas a quem tinha acontecido o mesmo, estórias que escutaste com atenção. Depois contei-te a estória da minha emancipação de crinaça, ou seja, como deixei a chucha e... porque te revelavas mais calmo e o relógio impunha, despedi-me e fui jogar à bola.

Quando cheguei estavas a dormir, a mãe esclareceu-me que fora dificil e que só há pouco adormeceras.

Durante a noite o acidente na cama era esperado... a mãe acordou (eu nem te ouvi face ao meu cansaço), trocou-te de pijama e deitou-te na nossa cama, colocaste o braço na minha almofada e deixaste-te de dormir.

De manhã demos-te os parabéns e perguntamos-te se tinha sido dificil...

"Não, é só deitarmo-nos assim, depois viramos um pouco assim e depois para o outro lado e deixamo-nos de dormir."

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Reencontro

Vieste mais cedo do que contava, pensava que vinhas depois de jantar vieste depois de almoço, consequência andei a correr para acabar as obras lá por casa.

Quando nos reencontrámos foi grande o abraço... é sempre extraordinário o que parece cresceres quando estás fora, desenvolto na lingua, cheio de energia.

Quando ia sair para Lisboa, para ir a Alvalade ver o Sporting, disseste que querias ir comigo e com o Padrinho J., o meu irmão, e lá fomos os três...

Pese o resultado do meu clube, a noite foi bem divertida, aliás não fosses tu e teria "sofrido" mais com o espetáculo do futebol. Assim estive sempre entretido a entreter-te, é que aos 17 ms de jogo já estavas a dizer

"Quero ir para casa..."


Mensagem

Enquanto a mãe te foi apanhar e passar o fim-de-semana contigo eu fiquei em casa a mudar o aspecto da sala.

Estava eu nas pinturas da parede enquanto ia pensando na vida, porque isto de se estar sozinho permite-nos pensar calmamente nas coisas, e eis que quando sou assaltado por saudades tuas...

Como sempre um sorriso percurreu-me e lembrei-me de dar outro uso ao pincel...

Agarrei no telemóvel que agora tem máquina fotográfica e também faz videos e decidi enviar-te um MMS, ou o mesmo será dizer uma mensagem com uma foto e texto.

A foto não foi esta foi outra, em que eu aparecia ao lado da mensagem, aqui deixo como recordação a foto sem o pai, no texto escrevi

"leiam as letras ao ... sff"


Tu respondeste com outro MMS, uma foto tua de braços abertos a mandar-me um abraço.

Sorri.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Saudades

Conversa telefónica ontem à noite:

"Mãe tenho tantas, tantas, tantas, tantas, tantas, tantas saudades tuas".

Uma risada dos avós maternos, que infelizmente não têm areia na camioneta para mais, e em vez de conforto sentiste-te melindrado, faltou-te o colo e o afecto, desataste num pranto a chorar e a pedir que te fossemos apanhar porque já não querias estar de férias.

De seguida ligamos para saber se estavas mais calmo, a resposta é de que sim porque o avô disse-te que agora estava triste porque te querias vir embora e tu tinhas serenado.

#*!"&% de chantagem emocional, não há capacidade para mais, que %#&!"*

Fazem o mesmo que os pais do avô materno faziam à tua mãe, detesto que isto aconteça e mais ainda porque nada posso fazer a esta distância... fico de humor alterado pela forma como os avós reagiram e tento pensar cinquenta vezes na máxima de que "todos somos os melhores pais (neste caso avós) que sabemos ser, todos damos o nosso melhor"...

Hoje, lá vai a mãe ter contigo de comboio e eu ficarei por aqui a zelar pelo finalizar das pinturas e alterações de decoração, limpeza caseira, etc... muito esperando o teu regresso.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Joaquim

Não não é um novo amigo..., pelo menos não é de carne e osso..., bom e também não se poderá considerar um amigo.


O Joaquim é uma máquina que também tem o nome de uma mulher, mas tu provavelmente pela fase de identificação com o masculino preferes a voz masculina.


O Joaquim é a máquina GPS do avô paterno.


Quando estiveste de férias com eles acompanhavas os percursos de automóvel de máquina GPS no colo verificando o caminho e informando os avós que o Joaquim iria falar ou mesmo antecipando a sonorização de coisas como as bombas de gasolina.


Eu e a mãe demos por ti a fazer-nos a indicação do caminho para o colégio ou para casa em jeito de Joaquim:


"Dentro de 300 mts vire à esquerda"


"Vire à esquerda"


Aqui fica uma foto vossa.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Elogio

Antes de ires de férias... creio que foi no dia em que fiz os peitos de frango recheados com banana, decidiste elogiar-me.

Nunca pensei que pudesse apreciar ser comparado a um rato, é que enquanto comias disseste:

"Pai cozinhas como o Ratatouille!!! Como o ratatouille não, o Remy, o rato!!!"

Obrigado ;)

100

Vinha aqui deixar outra lembrança da tua presença e... verifico que será a mensagem nº 100.

A centésima mensagem escrita das milhares de lembrança que não escrevi mas que me fizeram sorrir.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Natação

Este fim de semana que passou lá começaste a natação sozinho.

No fim de semana anterior tínhamos ido à piscina para te dar a conhecer as novas rotinas e onde ias ter as aulas com a professora.

Logo aí, nesse dia, expressaste o desejo de ir à natação. Respondi-te que não iamos preparados para tal, não tinhas calções de banho, touca, etc.

Este fim-de-semana começaste e que prazer que foi...

Senti-me deveras orgulhoso por te ver autónomo, nem pinga de tristeza por já não te acompanhar, antes um orgulho imenso por te ver a ir sozinho no meio dos teus pares para teres uma aula, de te ver sozinho e confiante, de te ver sozinho e a sorrir, de te ver sozinho, mas feliz.

Filmei uns poucos minutos da aula, depois fiquei sem bateria no telemóvel (nunca pensei ir utilizar tantas vezes a dita câmara), mas confesso que a dada altura senti que tinha um sorriso imenso de te ver, pensei,

"porra devia ter alguém a fotografar esta cara porque não a devo fazer nem quando termino de fazer amor com a S. (a mãe)".

E não podia ter, porque o tipo de felicidade é diferente, mas é imenso... o arrebatamento foi excepcional, fiquei muito feliz por ti, mas também por mim porque sei que grande parte daquilo que te permitiu enfrentar este novo desafio da forma que o fizeste foi o encorajar da tua autonomia.

Considero que uns pais brilhantes não são aqueles que evitam que os filhos caiam, nem aqueles que constantemente dizem "cuidado que vais cair"... isto ou faz com que a autonomia e confiança não vingue ou cria pessoas medrosas.

Considero que um pai brilhante dirá ao filho "atenção ao caminho", mas depois deixará a sua cria tomar o caminho que quer tendo como única função estar ali para receber o seu filho se a coisa correr mal, não para evitar que corra mal.

No fundo senti-me orgulhoso por ambos, dizer o contrário seria mentir, por mim por saber que a piscina é um trabalho sobretudo meu, por ti porque verifico que tens asas e começas a esfoaçar.

PARABÉNS!

Férias

Este ano estás a gozar "à brava" as férias com os avós.

Este Sábado arrancaste decidido com os avós maternos direito ao Algarve.

A mãe, essa, anda stressada com a vida profissional e com o facto de não te ter por perto. De facto, a mãe de cada vez que falamos dez minutos diz que sente falta de ti e depois pergunta-me,

"E tu não sentes falta dele? Não dizes nada..."

Pois é, não digo, mas isso não quer dizer que não sinta a tua ausência... apenas sinto-o de uma forma diferente em que não me lamento de não te ver, não desespero por saber o que fizeste, comeste, etc.

As saudades que sinto guardo-as dentro de mim como momentos reconfortantes, de cada vez que me lembro de ti sorriu em vez de ficar triste... é que tu vieste ao mundo de dentro de mim, mas a tua pessoa não é uma extensão de mim.

Em tempos li isto e fez-me muito sentido, sinto que esta deverá ser a perspectiva do que é a paternidade e do que são os filhos, partilho-o agora contigo:

"Os teus filhos não são os teus filhos.
São os filhos e filhas do desejo da Vida por si própria.
Vêm através de ti, mas não de ti,
E embora estejam contigo não te pertencem.

Podes dar-lhes o teu amor, mas não os teus pensamentos,
Porque eles têm os seus próprios pensamentos.
Podes alojar-lhes os corpos mas não as almas,
Porque as almas deles vivem na casa do amanhã, que tu não podes visitar nem sequer em sonhos.
Podes lutar por ser como eles, mas não tentes fazê-los ser como tu.
Porque a vida não anda para trás nem espera pelo passado

Tu és o arco a partir do qual são disparados os teus filhos como setas vivas.
O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e arqueia-te com a Sua força para que a Sua flecha possa ir longe e veloz.
Deixa que o teu arquear às mãos do arqueiro seja de satisfação;
Porque assim como Ele ama a seta que voa, ama também o arco que é firme."


De Alfred A. Knopf - The Prophet - 1951, retiado de "O CAMINHO MENOS PERCORRIDO" de M.Scott Peck

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Dia de Surf


Foi um filme que a mãe não quis ver e nós fomos... resultado ADORÁMOS!


A tal ponto que a mãe ficou cheia de remorsos por não ter querido ir ver.


Dizia ela "Ah, mais um filme com pinguins, deve ser do género do Happy Feet".


Passeio vespertino

Ontem saí mais cedo.


Fui apanhar-te ao colégio, local onde ainda não pusera os pés este ano por ser o padrinho J. quem te leva agora pela manhã.


Ontem decidi apanhar-te e ver a tua nova sala, agora é a amarela, vi o novo espaço de recreio e naturalmente soube-me bem apanhar-te. Tu ficaste todo contente de me mostrar a nova sala.


Tínhamos como programa ir andar de bicicleta com o A., mas este teve de ir para Lisboa trabalhar e não poderia vir... ficámos os dois e decidimos ambos ir.


Tirei a bicicleta do suporte e o pneu dianteiro não tinha ar, pensei que estivesse a precisar de ser cheio, mas não... estava furado.


Lá estive a mudar a câmara de ar do pneu e depois até me destes umas bombadas de ar para encher o pneu. Cansaste-te depressa e lá enchi o resto.


Lavei as mãos, apanhei a tua cadeira, que instalei no suporte, e lá fomos nós passear.


Passeámos junto ao rio e parámos junto à biblioteca onde existem as ondinhas que subimos e descemos vezes sem conta. Depois, depois foi regressar a casa dar por bem empregue o tempo e colocar-te em frente ao computador, que pediras para jogar, enquanto finalizava o jantar.


E que jantar, peito de frango recheados com banana. Muito bom, disseste tu.

Pequeno Almoço e Deitar

Tomas sempre uma refeição ao início do dia e outra antes de dormir.

Em tempos os iogurtes imperavam, danoninhos, yocos, yoco para misturar.

Depois passaste a comer Cerelac.

Depois intermiaste a coisa.

Um dia, lá para o Inverno do ano passado passaste a beber leite com chocolate.

Dois ou três meses depois voltaste para os iogurtes e para a Cerelac.

Agora de há uma semana a esta parte comes iogurtes com pedaços de ananás à noite e de manhã ao acordar danoninhos de amora, morango e morango e banana (por esta ordem sempre).

Quer o pequeno almoço quer a "ceia" são acompanhadas de "fofinhos", acho que é assim que chamam aqueles croissants pequenos que comes, barrados com queijo "QUERU" ou queijo "QUERU com presunto".