...para mim a surpresa foi que o fazes em Japonês!
:)
...da presença de um filho na vida de um pai.
...para mim a surpresa foi que o fazes em Japonês!
:)
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Rodrez
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11:23
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Ontem tinha uma grande posta de bacalhau e umas batatas novas que o avô R. aponhou este último fim-de-semana quando fomos com eles ao Alentejo, melhor eles foram connosco, que fui eu que levei o carro.
Face ao tamanho da posta de bacalhau e à necessidade de comermos a sopa que fiz, para não termos de a comer mais de 2/3 vezes, e claro pela companhia que sempre aprecias, decidi perguntar-te se devia convidar o padrinho J., a resposta entusiasmada foi que sim.
Das muitas maneiras de fazer o dito bacalhau, dizem ser 1001, lembrei-me de dar uma pequena cozidela nas batatas mais pequenas e colocá-las com o bacalhau no forno.
Pedi-te para me ajudares a fazer o jantar, aliás disse-te "tu hoje é que fazes o jantar", deitaste uma boa dose de azeite no pirex, eu cortei uma boa quantidade de dentes d'alho, tu meteste a posta de bacalhau dentro do pirex por cima dos alhos cortados, eu pus as batatas que escorri da água fervente. Pirex no forno e fomos jogar um pouco de PS2, ao Spider-Man Friend or Foe!
O padrinho chegou tratámos de ir comer, o teu jantar estava óptimo, acompanhámos com salada de alface.
A dada altura eu era um ser estranho naquela mesa, é que eu nunca gostei de Songoku (ou coisa q o valha porque nem sei se é assim que se escreve), mas o padrinho J. era fã, por isso trataste de falar do universo Songoku, em que terminologias e personagens me passam completamente ao lado...
Estiveste sempre muito animado, depois do jantar, enquanto cuidava de arrumar a prataria e afins, ficaste a jogar PS2 com o padrinho J. e o jogo não é dificil de adivinhar qual foi... Songoku, claro.
Depois de jogar um pouco e após o meu "basta de consola por hoje" trataste de travar uma luta imensa com o padrinho J., muito divertidos andaram com os kamé-á-mé-á, ou coisa que o valha... em grande frenesim.
O padrinho J. ensinou-te a expressão que faz com que eles fiquem de cabelo amarelo então, antes de dormires, disseste-me, "Pai, não te esqueças de amanhã me lembrares a palavra que o padrinho J. me ensinou, o ... (claro que me esqueci)", não te sosseguei totalmente porque não te prometi que não me viesse a esquecer.
Felizmente, hoje de manhã, das primeiras coisas que me disseste foi "Pai ainda me lembro da palavra ..., vês não me esqueci!"
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Rodrez
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10:57
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Hoje iniciamos uma nova fase porque hoje a mãe inicia o trabalho num outro local, distante do que é o teu dia-a-dia e teve o bom senso de não te tirar do teu mundo para te levar atrás dela.
Assim, estamos juntos durante a semana, aos fins-de-semana estarás maioritariamente com a mãe, estaremos juntos ao sábado na natação e ainda falta acertar em que moldes de quando em quando passarás um dia do fim-de-semana comigo.
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Rodrez
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10:52
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"Deixa-me brincar só mais um bocadinho?"
"Está bem, só mais um bocadinho..."
"Pode ser até à meia-noite?"
21.08.2008
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Rodrez
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15:27
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"Deixa-me ser eu a agarrar que eu já sou grande" - 18.08.2008
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Rodrez
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12:30
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Rodrez
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12:18
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Foi esta a pergunta que me dirigiste esta sexta-feira quando eu explicava entusiasmado que o meu trabalho tinha corrido bem e isso implicava evitar que uma pessoa que fizera asneiras fosse presa preventivamente.
De facto sempre tive/tenho uma imensa dificuldade em te explicar a minha profissão, ou pelo menos, partes dela.
Não deixei de sorrir com a tua pergunta e com o que senti que a acompanhava, um esmorecer da figura do pai herói e bom, porque um pai assim, bom e justo, não poderia ficar animado por ter conseguido libertar alguém que faz coisas más na sociedade.
Como me dizia hoje o P. do Algarve quando comentava com ele este episódio, um dia perceberás que na vida nem tudo é preto ou branco, ele há uma infinidade de tons de cinzento.
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Rodrez
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20:59
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Rodrez
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17:50
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Ontem, domingo, o telefone tocou à tarde e eras tu contente a dizer-me que o teu dente caiu enquanto estavas a comer,
"Pai, eu estava a mastigar e senti uma coisa dura, depois quando tirei era branco e era o meu dente. Caiu pai!"
E hoje lá tinhas um sorriso diferente, fisicamente claro, mas também um sorriso orgulhoso de quem passara mais uma etapa e desta vez sem ir ao dentista.
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Rodrez
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10:42
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Esta foi a pergunta mais dificil que me fizeste até hoje!
Sabes ele há progenitores que sentem dificuldades em responder a muitas questões cuja resposta é bem simples, as crianças gostam sempre dos temas da criação "como é que eu nasci" ou outros religiosos, "existe Deus?", enfim seja qual for o tema não me lembro de me teres feito uma pergunta que me deixasse incomodado ou sem resposta.
Este fim-de-semana, no Domingo, fizeste-me a pergunta que me deixou desarmado:
"PAI ARRANCAS-ME O DENTE?"
É que se eu fosse dado a essas coisas teria enveredado pela área da saúde onde se ganha bem melhor do que na minha área... é que eu, teu pai, não sou nada dado a essas intervenções e alertando-te para o facto ainda tentei puxar o dente quatro vezes, e sempre que fazia o movimento de arrancar o dente os dedos, impulsionados pelo inconsciente ou pelo consciente, perdiam a força.
Consegui fazer-te sangrar, chorar porque te doia, mas o dente lá permanecia, por isso disse que o melhor era pedirmos a outra pessoa que o fizesse porque o pai não conseguia, o dente estava ali mesmo a cair, mas para mim era como se estivesse de pedra e cal!
Por fim, quando me desloava para te ir deixar com a mãe lembrei-me de duas hipóteses, o teu padrinho T que estudando para Veterenário tem essa insensibilidade natural de quem mexe em seres vivos como eu limpo rabos a crianças ou então disse-te que podia ser que ele caísse quando estivesses a comer.
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Rodrez
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10:19
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Foi o teatro que foste ver esta semana.
Revelaste que gostaste muito do teatro e depois de me contares a estória pergntei-te se a viagem tinha corrido bem. Respondeste-me
"Sim."
"E foste na carrinha com quem?"
"Com o D.C.?"
"E correu bem?" - perguntei sabendo que o teu colega está sempre a arranjar confusão.
"Não, sabes eu estava em Lisboa e sentia-me em casa e queria estar sossegado e ele só me fazia cócegas e não parava quieto. E então eu avisei-o para ele estar quieto, mas ele não parava e por isso agarrei-lhe nos dedos e torci-lhos e ele ficou a chorar!"
"E ele não reagiu?"
"Sim, torceu-me os meus, mas não me doeu nada..."
"Então e porque é que não te queixaste à R. ou à F.?"
"Pai a R. quando fomos para a carrinha disse que não queria queixas nem barulho... por isso eu não me queixei!"
:)
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Rodrez
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15:39
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Descobriste os legos.
Estava a ver que nunca mais. Ontem quando te fui apanhar ao colégio pediste-me para brincar mais um pouco, estavas a fazer naves com legos. Depois de ver os teus trabalhos, falar com a R. lá te disse para tratares de arrumar as coisas que tínhamos de ir andando.
E fomos, com a promessa de desempacutar uma prenda que recebeste da Câmara Municipal de Lisboa há alguns anos e é constituída por uma mesa, banco e legos.
Liguei à mãe a perguntar se o destino da dita mesa era outro ou se podíamos abrir. Diz que sim e por isso trato de montar contigo as coisas e passamos a noite a fazer e desfazer naves, fortalezas, pontes, armadilhas, pistolas, metrelhadoras, enfim um sem número de construções!
Findo isto, quando te fui deitar, disseste-me "adorei esta noite contigo, podemos repetir?"
E ficou prometido que sim, que da próxima vez que dormires comigo brincaremos mais aos legos.
O entusiasmo é tal que hoje de manhã eram 7:15 e estavas acordado, fresco que nem uma alface e a primeira coisa que me perguntaste a seguir a "já é de dia?" foi "posso ir brincar com os legos?"
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Rodrez
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19:08
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Este sábado decidi ir a Lisboa contigo ver o festival de BD da Amadora, ali para os lados da afamada Brandoa.
Na minha mente, assumo burguesa, ir de carro era algo natural.
Mas depois veio-me à lembrança aqueles slogans típicos do "deixe o seu carro em casa"; "use os transportes públicos" e lá conjuguei isto com o "vamos fazer diferente" e tratei de te anunciar que íamos de comboio e metro.
Chegados à estação o "simpatiquíssimo" senhor que nos atendeu deu-me a informação simpática de que tu já pagavas meio-bilhete. Ora toma. Estás crescido filho foi o que me lembrei de dizer com um sorriso amarelado.
Naturalmente que o senhor simpático arranjou forma de simpaticamente fazer com que um dos bilhetes não fosse validado no acesso ao comboio e lá tivémos de voltar atrás...e o simpático lá confirmou que havia um problema, mas passados 2 minutos lá assumiu que não conseguia resolver e disse-me "passe pela passagem dos deficientes que está sempre aberta e se houver algum problema mostre este talão".
Ainda fomos a tempo de correr e apanhar o comboio.
Posto fim ao stress vivido para apanhar o comboio lá nos sentámos a contemplar a paisagem até Lisboa.
Chegados a Sete Rios lá saímos para ir apanhar o Metro, um senhor, este sim simpático, que trabalhava para o Metro lá me deu uma boa nova, tu já pagas bilhete. Carregada a tecla para ver se o bilhete era para zona 0 ou na 1, acho que é assim, lá descobri que era para a zona 1 por uma estação.
Lá desabafei "E ainda dizem para deixar o carro em casa e vir de transportes públicos!"
Desabafo feito hora de ir apanhar o Metro, o que fizémos outra vez a correr porque foi pormos o pé no apeadeiro e o Metro a aparecer. Chegámos ofegantes e divertidos sentámo-nos próximo de um senhor já entradote com um ar meio dred e preto (epá perdoe-me quem me lê se o considerar ofensivo, mas desde que andei na escola no Miratejo, esse antro de pretos da Margem Sul de onde nasceram os recém renascidos Black-Company em que dois dos que lá militam eram estúpidos como a sétima casa, maus para com os colegas, racistas e energúmenos, mas pronto, fico-me por aqui porque felizmente as árvores não são a floresta e tive e tenho no nosso círculo de amigos muita gente decente cuja cor da pele é mais escura do que a minha e a tua, dizia eu, desde que estudei no Miratejo que trato os africanos por pretos, e sim eu era tratado por branco). Havia mais lugares livres, mas faço sempre questão de me sentar contigo próximo de gente de etnias diferentes apenas para que te habitues a outro tipo de pessoas, será que resulta? Não sei, mas é essa a razão.
Lá sorrimos para o Senhor que ficou satisfeito de te ter ao lado dele, quando ele saiu disse-nos adeus e nós replicámos com um grande sorriso.
Chegados a Alfornelos impunha-se descobrir onde raio é que era o festival da BD, eu só tinha o nome da rua e a boca para seguir o brocardo "quem tem boca vai a Roma".
Chegados próximo do mapa tentei em vão descobrir onde era a rua em que se situava o Fórum Luis de Camões (acho que era assim).
Face à minha dificuldade lá te disse, "Nestas ocasiões quando não sabemos para onde ir falamos com as pessoas e se houver polícias ou seguranças eles habitualmente sabem dizer-nos onde é". Dito feito falámos com um segurança do Metro que esclareceu-nos olhando para ti, que eram uns 10-15 minutos a pé.
"Não faz mal a malta aguenta não é filho?", "É pai, vamos...", e lá fomos pelas terras da Brandoa seguindo as indicações do segurança.
Chegados ao local lá fomos ao festival ode o ex-libiris era sem dúvida a parte dedicada à temática "Star-wars", obviamente eu apreciei mais do que tu o resto da exposição.
Feito o amuo do "porque é que não me compras nada?" porque querias um boneco e um livro, lá fomos fazer o percurso em sentido contrário.
Depois tiveste fome e eu quando vi um supermercado disse "Vamos ali comprar um iogurte liquido" e tu respondeste "Não quero, quero outra coisa", sem coseguires esclarecer que outra coisa era disse-te "São iogurtes ou nada, sendo que se não queres iogurte é porque não tens fome". E não tinhas, porque recusaste o iogurte.
Lá tive de comprar dois bilhetes de metro e lá tivémos de correr para apanhar o comboio para a Margem Sul. Vimos um lindo pôr-do-sol, quer dizer eu vi, tu ias mais entretido a olhar para cima a ver os carros a passar, e quando demos por nós estávamos na nossa terra.
No caminho fui pensando em todos os incómodos que tive para ir de transportes públicos e no custo dos mesmos, decidi que chegaria a casa e faria contas.
E fiz. Gastei 12,60 € em transportes públicos. Foi giro, foi, mas não foi barato, saiu-me mais caro do que levar o meu carro e ainda que não saísse perdi em conforto e em paciência.
Por isso digo transportes públicos?
Vão mas é, mas é dar banho à minhoca!
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Rodrez
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18:18
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