quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Já contas até dez...

...para mim a surpresa foi que o fazes em Japonês!

:)

Jantar d'ontem

Ontem tinha uma grande posta de bacalhau e umas batatas novas que o avô R. aponhou este último fim-de-semana quando fomos com eles ao Alentejo, melhor eles foram connosco, que fui eu que levei o carro.

Face ao tamanho da posta de bacalhau e à necessidade de comermos a sopa que fiz, para não termos de a comer mais de 2/3 vezes, e claro pela companhia que sempre aprecias, decidi perguntar-te se devia convidar o padrinho J., a resposta entusiasmada foi que sim.

Das muitas maneiras de fazer o dito bacalhau, dizem ser 1001, lembrei-me de dar uma pequena cozidela nas batatas mais pequenas e colocá-las com o bacalhau no forno.

Pedi-te para me ajudares a fazer o jantar, aliás disse-te "tu hoje é que fazes o jantar", deitaste uma boa dose de azeite no pirex, eu cortei uma boa quantidade de dentes d'alho, tu meteste a posta de bacalhau dentro do pirex por cima dos alhos cortados, eu pus as batatas que escorri da água fervente. Pirex no forno e fomos jogar um pouco de PS2, ao Spider-Man Friend or Foe!

O padrinho chegou tratámos de ir comer, o teu jantar estava óptimo, acompanhámos com salada de alface.

A dada altura eu era um ser estranho naquela mesa, é que eu nunca gostei de Songoku (ou coisa q o valha porque nem sei se é assim que se escreve), mas o padrinho J. era fã, por isso trataste de falar do universo Songoku, em que terminologias e personagens me passam completamente ao lado...

Estiveste sempre muito animado, depois do jantar, enquanto cuidava de arrumar a prataria e afins, ficaste a jogar PS2 com o padrinho J. e o jogo não é dificil de adivinhar qual foi... Songoku, claro.

Depois de jogar um pouco e após o meu "basta de consola por hoje" trataste de travar uma luta imensa com o padrinho J., muito divertidos andaram com os kamé-á-mé-á, ou coisa que o valha... em grande frenesim.

O padrinho J. ensinou-te a expressão que faz com que eles fiquem de cabelo amarelo então, antes de dormires, disseste-me, "Pai, não te esqueças de amanhã me lembrares a palavra que o padrinho J. me ensinou, o ... (claro que me esqueci)", não te sosseguei totalmente porque não te prometi que não me viesse a esquecer.

Felizmente, hoje de manhã, das primeiras coisas que me disseste foi "Pai ainda me lembro da palavra ..., vês não me esqueci!"

Nova fase

Hoje iniciamos uma nova fase porque hoje a mãe inicia o trabalho num outro local, distante do que é o teu dia-a-dia e teve o bom senso de não te tirar do teu mundo para te levar atrás dela.

Assim, estamos juntos durante a semana, aos fins-de-semana estarás maioritariamente com a mãe, estaremos juntos ao sábado na natação e ainda falta acertar em que moldes de quando em quando passarás um dia do fim-de-semana comigo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Conversa depois do jantar

"Deixa-me brincar só mais um bocadinho?"

"Está bem, só mais um bocadinho..."

"Pode ser até à meia-noite?"

21.08.2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Uma das frases mais pronunciadas este Verão

"Deixa-me ser eu a agarrar que eu já sou grande" - 18.08.2008

Comentário à imagem

"Estão a rir porque estão a olhar para nós!" - 13.08.2008

Tu e a fast food


Só gostava de mostrar a quem nos lê os teus olhos... e esta foi a última vez em que me pediste um hamburger que te dá um boneco! Depois disto foste comer verdadeira comida, bacalhau com natas, foi nas nossas férias.

domingo, 16 de novembro de 2008

Pai ele prometeu que se ia portar bem?

Foi esta a pergunta que me dirigiste esta sexta-feira quando eu explicava entusiasmado que o meu trabalho tinha corrido bem e isso implicava evitar que uma pessoa que fizera asneiras fosse presa preventivamente.

De facto sempre tive/tenho uma imensa dificuldade em te explicar a minha profissão, ou pelo menos, partes dela.

Não deixei de sorrir com a tua pergunta e com o que senti que a acompanhava, um esmorecer da figura do pai herói e bom, porque um pai assim, bom e justo, não poderia ficar animado por ter conseguido libertar alguém que faz coisas más na sociedade.

Como me dizia hoje o P. do Algarve quando comentava com ele este episódio, um dia perceberás que na vida nem tudo é preto ou branco, ele há uma infinidade de tons de cinzento.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Consequências

Porque agora tens menos dois dentes à frente da boca o dique que sustinha a baba está comprometido, pelo que, agora, de quando em vez, um fio de baba/saliva pende ou cai da tua boca.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

2º Dente

Ontem, domingo, o telefone tocou à tarde e eras tu contente a dizer-me que o teu dente caiu enquanto estavas a comer,

"Pai, eu estava a mastigar e senti uma coisa dura, depois quando tirei era branco e era o meu dente. Caiu pai!"

E hoje lá tinhas um sorriso diferente, fisicamente claro, mas também um sorriso orgulhoso de quem passara mais uma etapa e desta vez sem ir ao dentista.

PAI, ARRANCAS-ME O DENTE?

Esta foi a pergunta mais dificil que me fizeste até hoje!

Sabes ele há progenitores que sentem dificuldades em responder a muitas questões cuja resposta é bem simples, as crianças gostam sempre dos temas da criação "como é que eu nasci" ou outros religiosos, "existe Deus?", enfim seja qual for o tema não me lembro de me teres feito uma pergunta que me deixasse incomodado ou sem resposta.

Este fim-de-semana, no Domingo, fizeste-me a pergunta que me deixou desarmado:

"PAI ARRANCAS-ME O DENTE?"

É que se eu fosse dado a essas coisas teria enveredado pela área da saúde onde se ganha bem melhor do que na minha área... é que eu, teu pai, não sou nada dado a essas intervenções e alertando-te para o facto ainda tentei puxar o dente quatro vezes, e sempre que fazia o movimento de arrancar o dente os dedos, impulsionados pelo inconsciente ou pelo consciente, perdiam a força.

Consegui fazer-te sangrar, chorar porque te doia, mas o dente lá permanecia, por isso disse que o melhor era pedirmos a outra pessoa que o fizesse porque o pai não conseguia, o dente estava ali mesmo a cair, mas para mim era como se estivesse de pedra e cal!

Por fim, quando me desloava para te ir deixar com a mãe lembrei-me de duas hipóteses, o teu padrinho T que estudando para Veterenário tem essa insensibilidade natural de quem mexe em seres vivos como eu limpo rabos a crianças ou então disse-te que podia ser que ele caísse quando estivesses a comer.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O aprendiz de feiticeiro

Foi o teatro que foste ver esta semana.

Revelaste que gostaste muito do teatro e depois de me contares a estória pergntei-te se a viagem tinha corrido bem. Respondeste-me

"Sim."

"E foste na carrinha com quem?"

"Com o D.C.?"

"E correu bem?" - perguntei sabendo que o teu colega está sempre a arranjar confusão.

"Não, sabes eu estava em Lisboa e sentia-me em casa e queria estar sossegado e ele só me fazia cócegas e não parava quieto. E então eu avisei-o para ele estar quieto, mas ele não parava e por isso agarrei-lhe nos dedos e torci-lhos e ele ficou a chorar!"

"E ele não reagiu?"

"Sim, torceu-me os meus, mas não me doeu nada..."

"Então e porque é que não te queixaste à R. ou à F.?"

"Pai a R. quando fomos para a carrinha disse que não queria queixas nem barulho... por isso eu não me queixei!"

:)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Construções matinais




Descoberta

Descobriste os legos.

Estava a ver que nunca mais. Ontem quando te fui apanhar ao colégio pediste-me para brincar mais um pouco, estavas a fazer naves com legos. Depois de ver os teus trabalhos, falar com a R. lá te disse para tratares de arrumar as coisas que tínhamos de ir andando.

E fomos, com a promessa de desempacutar uma prenda que recebeste da Câmara Municipal de Lisboa há alguns anos e é constituída por uma mesa, banco e legos.

Liguei à mãe a perguntar se o destino da dita mesa era outro ou se podíamos abrir. Diz que sim e por isso trato de montar contigo as coisas e passamos a noite a fazer e desfazer naves, fortalezas, pontes, armadilhas, pistolas, metrelhadoras, enfim um sem número de construções!

Findo isto, quando te fui deitar, disseste-me "adorei esta noite contigo, podemos repetir?"

E ficou prometido que sim, que da próxima vez que dormires comigo brincaremos mais aos legos.

O entusiasmo é tal que hoje de manhã eram 7:15 e estavas acordado, fresco que nem uma alface e a primeira coisa que me perguntaste a seguir a "já é de dia?" foi "posso ir brincar com os legos?"

Vão mas é, mas é dar banho à minhoca

Este sábado decidi ir a Lisboa contigo ver o festival de BD da Amadora, ali para os lados da afamada Brandoa.

Na minha mente, assumo burguesa, ir de carro era algo natural.

Mas depois veio-me à lembrança aqueles slogans típicos do "deixe o seu carro em casa"; "use os transportes públicos" e lá conjuguei isto com o "vamos fazer diferente" e tratei de te anunciar que íamos de comboio e metro.

Chegados à estação o "simpatiquíssimo" senhor que nos atendeu deu-me a informação simpática de que tu já pagavas meio-bilhete. Ora toma. Estás crescido filho foi o que me lembrei de dizer com um sorriso amarelado.

Naturalmente que o senhor simpático arranjou forma de simpaticamente fazer com que um dos bilhetes não fosse validado no acesso ao comboio e lá tivémos de voltar atrás...e o simpático lá confirmou que havia um problema, mas passados 2 minutos lá assumiu que não conseguia resolver e disse-me "passe pela passagem dos deficientes que está sempre aberta e se houver algum problema mostre este talão".

Ainda fomos a tempo de correr e apanhar o comboio.

Posto fim ao stress vivido para apanhar o comboio lá nos sentámos a contemplar a paisagem até Lisboa.

Chegados a Sete Rios lá saímos para ir apanhar o Metro, um senhor, este sim simpático, que trabalhava para o Metro lá me deu uma boa nova, tu já pagas bilhete. Carregada a tecla para ver se o bilhete era para zona 0 ou na 1, acho que é assim, lá descobri que era para a zona 1 por uma estação.

Lá desabafei "E ainda dizem para deixar o carro em casa e vir de transportes públicos!"

Desabafo feito hora de ir apanhar o Metro, o que fizémos outra vez a correr porque foi pormos o pé no apeadeiro e o Metro a aparecer. Chegámos ofegantes e divertidos sentámo-nos próximo de um senhor já entradote com um ar meio dred e preto (epá perdoe-me quem me lê se o considerar ofensivo, mas desde que andei na escola no Miratejo, esse antro de pretos da Margem Sul de onde nasceram os recém renascidos Black-Company em que dois dos que lá militam eram estúpidos como a sétima casa, maus para com os colegas, racistas e energúmenos, mas pronto, fico-me por aqui porque felizmente as árvores não são a floresta e tive e tenho no nosso círculo de amigos muita gente decente cuja cor da pele é mais escura do que a minha e a tua, dizia eu, desde que estudei no Miratejo que trato os africanos por pretos, e sim eu era tratado por branco). Havia mais lugares livres, mas faço sempre questão de me sentar contigo próximo de gente de etnias diferentes apenas para que te habitues a outro tipo de pessoas, será que resulta? Não sei, mas é essa a razão.

Lá sorrimos para o Senhor que ficou satisfeito de te ter ao lado dele, quando ele saiu disse-nos adeus e nós replicámos com um grande sorriso.

Chegados a Alfornelos impunha-se descobrir onde raio é que era o festival da BD, eu só tinha o nome da rua e a boca para seguir o brocardo "quem tem boca vai a Roma".

Chegados próximo do mapa tentei em vão descobrir onde era a rua em que se situava o Fórum Luis de Camões (acho que era assim).

Face à minha dificuldade lá te disse, "Nestas ocasiões quando não sabemos para onde ir falamos com as pessoas e se houver polícias ou seguranças eles habitualmente sabem dizer-nos onde é". Dito feito falámos com um segurança do Metro que esclareceu-nos olhando para ti, que eram uns 10-15 minutos a pé.

"Não faz mal a malta aguenta não é filho?", "É pai, vamos...", e lá fomos pelas terras da Brandoa seguindo as indicações do segurança.

Chegados ao local lá fomos ao festival ode o ex-libiris era sem dúvida a parte dedicada à temática "Star-wars", obviamente eu apreciei mais do que tu o resto da exposição.

Feito o amuo do "porque é que não me compras nada?" porque querias um boneco e um livro, lá fomos fazer o percurso em sentido contrário.

Depois tiveste fome e eu quando vi um supermercado disse "Vamos ali comprar um iogurte liquido" e tu respondeste "Não quero, quero outra coisa", sem coseguires esclarecer que outra coisa era disse-te "São iogurtes ou nada, sendo que se não queres iogurte é porque não tens fome". E não tinhas, porque recusaste o iogurte.

Lá tive de comprar dois bilhetes de metro e lá tivémos de correr para apanhar o comboio para a Margem Sul. Vimos um lindo pôr-do-sol, quer dizer eu vi, tu ias mais entretido a olhar para cima a ver os carros a passar, e quando demos por nós estávamos na nossa terra.

No caminho fui pensando em todos os incómodos que tive para ir de transportes públicos e no custo dos mesmos, decidi que chegaria a casa e faria contas.

E fiz. Gastei 12,60 € em transportes públicos. Foi giro, foi, mas não foi barato, saiu-me mais caro do que levar o meu carro e ainda que não saísse perdi em conforto e em paciência.

Por isso digo transportes públicos?

Vão mas é, mas é dar banho à minhoca!