Sempre me disseram que os quatro anos eram frutíferos em episódios de amuo.
Eles aí estão.
Quando a coisa não te corre de feição ou como imaginas... amuas.
Tal como acontecia com as birras lá te temos mostrado, com a mãe a perceber que o ser fléxivel por vezes não ajuda, que amuar não é igual a alcançar o que pretendes.
Esta sexta-feira, feriado, não querias acompanhar-nos a Arraiolos, local onde íamos às compras. Assim, já ias tocado de má vontade...
Chegados a mãe foi às compras enquanto tu tiveste a hipótese de ir ao parque infantil. Para mostrares o teu desacordo em nos teres acompanhado decidiste ficar de pé sem ir ao parque infantil.
Chegou a mãe das compras e lá continuavas amuado.
Informamos-te que tínhamos de ir a uma farmácia e que depois íamos tomar café.
Ficaste impávido sem quereres acompanhar-nos... quando te agarrámos na mão um de cada lado disseste que querias ir ao parque.
"Agora não" - respondemos em uníssono.
"Agora vais connosco e depois quando voltarmos poderás ir ao parque".
A resposta não satisfez, naturalmente e lá presististe no amúo.
Quando chegámos perto do café quiseste ficar num banco da praça, o mais distante da esplanada do café. Ficaste... amuado, de braços cruzados e cara a olhar o chão.
"Se quiseres vir ter connosco estaremos ali" - apontei para a esplanada.
Fomos para o café, eu e a mãe.
Entretanto bebericávamos o café enquanto tu te ias aproximando..., primeiro para o banco do meio, depois para o banco mais próximo onde ficaste a observar-nos.
Sempre que olhava para ti lá viravas a cara ou enterrava-la no meio dos braços.
Não resisti e tirei estas fotos.
Depois fui pagar os cafés e a mãe antes de eu ir disse-me:
"Queres ver que tu vais pagar o café e ele vem para aqui e depois diz que não se quer ir embora, que quer ficar no café?"
Dito e feito, quando regressei do café lá estavas sentado a manifestar o desagrado por querermos ir embora...
:)
De facto esta fase dos amuos é chata, mas também tem a sua piada, assim tenhamos capacidade para ver que parte da fita mais não é do que o experimentar da autonomia, do ser diferente dos pais, do querer vincar uma posição... no fundo como o Eduardo Sá diz, uma etiqueta de qualidade.

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