Esta sexta-feira estava cheio de trabalho, um prazo que tinha de cumprir, um jantar com os meus pa, teus avós, que tendo estado ausentes no Alentejo regressaram e quiseram jantar connosco.
Pedi ao padrinho J. para tratar de te informar que se eu te fosse apanhar apenas o poderia fazer mais tarde e se ele pudesse e tu quisesses que tu fosses com ele.
Diz-me o padrinho que a tua dúvida foi se eu ficava "triste" por quereres ir com ele, lá está a questão da lealdade a vir ao de cima, mas diz o padrinho que logo que percebeste que eu não ficaria aborrecido, aliás até o tinha sugerido por causa do meu trabalho, alinhaste logo em ir com ele.
Quando te encontrei o padrinho disse-me que estiveste sempre bem e a avó A. dizia que se sentia que tu tinhas muitas saudades do meu irmão.
Fomos para jantar aos ossinhos, mas estavam fechados em obras, acabámos por ir a Almada ao italiano que tanto apreciamos por aquelas paragens.
Fomos os dois no carro dos avós no banco de trás, para além de diferente foi bom ter-te ali ao lado e irmos falando. Pensei na fase em que tinha um carro com dois lugares e andava contigo ao lado... engraçado que já pensei trocar de carro para comprar um carro de dois lugares e poder andar contigo ao meu lado.
Entretanto fomos para casa e tratámos de ainda ir ao escritório do pai, porque o trabalho estava feito mas, ainda tinha de enviar e-mails e faxes.
Tratei de enviar as comunicações e fomos para casa, onde rotinámos o dormir, sem comeres nada porque jantaste imenso. Depois li estória de BD do Demolidor e depois deixaste-te de dormir. Saí da cama e dormiste sozinho toda a noite.
7H30 - "Pai, pai... estou acordado?"
Lá fui ter contigo e com pouco dormir verifico que estás esperto que nem uma alface.
Ainda tentei ver se ficavas a dormir, mas estavas com a pica toda, tratei de te levantar, fazer pequeno-almoço e depois estivémos a ver uns trailers do Indiana Jones. Depois foste jogar computador e eu passei para o outro lado, ou seja, dormitei ao ponto do tempo da piscina ter ido ao ar.
Acordado, tratei de ir tomar banho contigo, foi um momento giro, brincámos na banheira, sorrimos a dois, depois pediste-me para usar o creme que comprámos no reino do Algarve quando visitámos o nosso Amigo P. e depois disseste-me que querias uma massagem de um dedo. Asim foi.
Tratámos da missão reciclagem e almoçámos, soupa de agrião e frango com alho francês e cogumelos, acompanhado de arroz. Verifico que andas a comer muito, ao almoço não é excepção e a dada altura dizes-me,
"Pai dói-me a barriga, acho que comi demais, posso sair da mesa?" - e perante a anuência tratas de te ir deitar.
Depois vamos para jardim com parque infantil, o da avó A. pedes, o que fazemos para te divertires um pouco e depois trato de, à sombra de uma oliveira, ler-te mais um pouco da estória do Demolidor.
Entrego-te mais cedo como a mãe pediu para ir fazer não sei o quê, entrego a cadeira que andava comigo no meu carro e que fora comprada pela mãe, fico com a minha cadeira para o futuro, terei de comprar outra para ficar com os avós e/ou o padrinho J.
Deixo-te com um abraço forte e um "amo-te muito!" faço-te um sorriso e viro-me para descer as escadas, apesar do sol na rua cada degrau leva-me para um sentimento de clausura, como se fosse para um calabouço.
São sempre tristes estes momentos em que me separo de ti, em que te deixo, em que se materializa a minha separação física de ti.
Ainda assim o sentimento de que as coisas correm muito bem em relação ao que imaginei, mesmo em relação ao que é normal acontecer entre casais, fazem com que me encha numa esperança de que um dia os sentimentos de perda desapareçam e dêm lugar a outros mais harmónicos.
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