Desde cedo fizeste destes espaços, espaços de eleição.
São o local onde libertas energias, onde redescobres limites e onde usas o elemento que mais aprecias, o baloiço.
Recordo que desde cedo te sentaste e ficaste agarrado por ti ao baloiço. Comigo só tiveste uma queda que foi minimizada pela minha veia de guarda-redes...
Recordo-me perfeitamente de me ter estirado e apanhado, nem sei bem como..., mas apanhei-te e recordo que ficaste a rir como se aquilo fizesse parte da brincadeira.
Seguramente terias pouco mais de um ano.
Os parques para ti estão catalogados.
Nem sempre te apetece ir ao mesmo, o que é bom também para nós, pais, e por isso arranjaste naturalmente uma forma muito interessante de os diferenciar.
Ele há o parque da mãe (nome da mãe), o parque da avó (nome da avó paterna), o parque do avô (nome do avô materno), o parque da P. (nome da Ama)...
Eu não tenho um parque com o meu nome.
Julgo que deva ser porque eu sou o responsável por não quereres ir sempre ao mesmo parque, ou não!
De facto, os outros obtiveram o nome das pessoas porque eram elas que te levavam com frequência ao referido parque infantil, agora eu recordo-me de pelo menos quatro parques infantis aos quais te levo para além dos que já têm nome...
O mais importante para ti é que o parque tenha um baloiço, adoras baloiçar.